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Ensaio: Mercedes-Benz CLS 300 d Coupé – Em prol da elegância

O formato de carroçaria com três volumes é cada vez mais banal, o que faz com que algumas marcas comecem a apostar em formatos mais alternativos como o CLS.

Não se trata de um novo conceito, mesmo se nos restringirmos à Mercedes-Benz. Aliás, esta é já a terceira geração do CLS, que continua a fazer frente a modelos como o Audi A7 ou o BMW Série 8 Gran Coupé que está prestes a chegar ao mercado. O CLS está num patamar um pouco mais elevado que um tradicional Classe E e muito próximo ao de um Classe S, mas com um formato bem mais elegante, que prima justamente pela diferença e por se afastar do vulgar formato de três volumes que já não apaixona assim tanta gente.

A imagem de família está assegurada pelo desenho das óticas dianteiras e da grelha frontal, enquanto na traseira também já marcam presença as óticas de desenho mais esguio que, entretanto, já fazem parte de diversos outros modelos. Na lateral é que está a grande diferença deste CLS, com um desenho das janelas diferente do habitual e com uma linha de cintura bem mais elevada. O desenho do conjunto está muito próximo do CLA que acaba de chegar ao mercado, mas este CLS distingue-se pelos seus cinco metros de comprimento e 1,90 metros de largura, apesar de ter uma altura máxima que não chega sequer ao metro e meio.

Ao abrir as portas, a ausência de molduras nas janelas lembra-nos que estamos perante um Coupé e a altura mais reduzida da carroçaria dá origem a um dos inconvenientes deste modelo, sentido apenas por parte de quem tem uma altura mais generosa, acima dos 1,85 metros. O acesso obriga a algum cuidado, mas depois de aceder ao habitáculo é algo de que nos esquecemos facilmente. A posição de condução é excelente e o espaço disponível é bastante amplo, mesmo para quem viaja lá atrás. Todas as regulações dos assentos e da coluna da direção incluem um comando elétrico e memórias para que tudo fique no sítio certo assim que entramos.

Em termos de materiais e qualidade de montagem, o novo CLS encontra-se num patamar bastante elevado, ainda que existam diversos componentes partilhados com muitos dos outros modelos da marca. Entre eles estão os comandos do volante, mas também os dois enormes monitores, personalizáveis, na zona superior do tablier, mesmo à nossa frente. Um está reservado para a instrumentação e o outro para o sistema multimédia para a navegação, bem como para todas as configurações e afinações dos inúmeros sistemas disponíveis neste modelo. O sistema de som da Burmester e o desenho das tampas dos altifalantes, em conjunto com a consola em carbono oferecem um ambiente ainda mais requintado ao habitáculo, mas o sistema com que acabámos por gastar mais tempo foi o da iluminação ambiente. Através de um conjunto de LED espalhados por todo o habitáculo, este sistema deixa-nos personalizar o interior do CLS com a tonalidade que mais desejamos. São propostas algumas configurações pré-definidas e é possível definir a intensidade entre os lugares traseiros e os dianteiros.

O motor turbodiesel de dois litros soma 245 cavalos de potência e revelou-se mais do suficiente para este modelo. Os seus 500Nm de binário deixam a entender que até se trata de uma motorização com mais capacidade, mas a grande vantagem é que também nos consegue oferecer médias de consumo mais comedidas se assim o desejarmos, tornando este CLS numa excelente opção para quem tem de percorrer diversos quilómetros. O nível de conforto oferecido pela suspensão pneumática é muito elevado e o ambiente a bordo bastante sereno, restando escolher o modo de condução que mais deseja, com opções entre o mais desportivo e o mais confortável, passando por um mais económico e um outro em que é possível ajustar individualmente os parâmetros da suspensão, do motor, da direção assistida e até do controlo de estabilidade.

Com um preço base muito próximo dos 87 mil euros, o CLS demonstra que não é acessível a todas as bolsas, até porque a sua lista de opcionais é muito cativante e tem a capacidade de alterar facilmente este valor. No caso da unidade ensaiada, o valor final supera os 105 mil euros.

VEREDICTO

O Mercedes-Benz CLS continua a destacar-se pela sua elegância e a apaixonar quem ainda tem capacidade para desejar um automóvel um pouco diferente. O motor diesel de dois litros com 245 cavalos representa a base da oferta desta gama, mas é mais do que suficiente para devorar quilómetros com uma média de consumo simpática no computador de bordo. No habitáculo, quatro pessoas vão encontrar um patamar de conforto bastante elevado, desde que a sua altura não esteja acima da média.

Texto e imagens: André Mendes

FICHA TÉCNICA

Mercedes-Benz CLS 300 d Coupé

MOTOR:4 cilindros em linha; injeção direta com turbo; Cilindrada (cm3): 1.950; Potência máxima (cv/rpm): 245/4.200; Binário máximo (Nm/rpm): 500/1.600-2.400;
TRANSMISSÃO:Tração traseira; Caixa automática 9G-Tronic de nove relações; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Multilink;
DIMENSÕES:Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.988/1.429/1.890; Distância entre eixos (mm): 2.939; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.618/n.d.; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos ventilados; Peso (kg): 1.825; Capacidade da bagageira (l): 520; Depósito de combustível (l): 50; Pneus (fr./tr.): 245/40 R19 (frente), 275/40 R19 (atrás);
PRESTAÇÕES:Aceleração de 0-100 km/h (s) 6,4; velocidade máxima (km/h) 250;
CONSUMOS:Urbano/Extraurbano/Combinado (l/100 km): 6,2/4,6/5,2; Emissões de CO2 (g/km) 138;

PREÇO (versão base):86.900 euros
PREÇO (unidade ensaiada):106.567 euros

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