Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Ensaio: Renault Clio RS Line TCe 130 EDC – Mais do que uma evolução

A quinta geração do Renault Clio representa uma revolução na gama, com um modelo projetado de raiz, mas que não esquece tudo o que fez dele um caso de sucesso.

Por: André Mendes
(texto e imagens)

A apenas algumas semanas de distância do início da sua comercialização no mercado nacional, o Renault Clio continua de pedra e cal no topo da tabela de vendas, tal como sempre aconteceu nos últimos seis anos. Este ritmo de vendas fez com que já tivessem sido comercializadas mais de 15 milhões de unidades deste modelo no mercado europeu e que o Clio seja conhecido por quase toda a gente.

Numa metodologia semelhante à que nos diz que não se deve mexer numa equipa que ganha, a Renault concebeu o novo Clio totalmente de raiz, mas com uma linhas muito semelhantes às do seu antecessor. Mas, se olharmos com mais atenção (e se tivermos um Clio da quarta geração por perto) torna-se mais fácil perceber que não um existe um único painel de carroçaria igual, ainda que o resultado final, no entanto, seja muito semelhante.

No novo modelo, que aqui vemos nas imagens, os sistemas de iluminação já são completamente em LED em todos os níveis de equipamento, sendo que nesta versão RS Line, ainda contamos com para-choques mais desportivos e com umas jantes de liga leve (opcionais) com 17 polegadas de diâmetro. Além destes elementos, há ainda detalhes com a inscrição “Clio” na zona inferior das portas e um desenho mais moderno das óticas, sendo que nas dianteiras, já está presente o sistema de iluminação diurna com o formato de “C”, tal como acontece com a gama Mégane.

No habitáculo é onde o Clio rompe totalmente com o seu antecessor e para muito melhor. Assim que entramos notamos que quase todos os componentes estão colocados num novo local, com uma ergonomia muito mais cuidada e com um patamar de qualidade como o Clio nunca tinha visto até agora. Tanto os materiais utilizados como o cuidado com a montagem dos mesmos fazem com que o habitáculo deste novo modelo esteja mais sereno e bem insonorizado, com diversos detalhes que fazem a diferença.

Os comandos de acesso mais direto estão ali mesmo no centro do tablier, ao alcance da mão e os relacionados com a segurança contam com um local específico, do lado esquerdo da coluna da direção. Os sistemas multimédia e de conectividade são os mais recentes da marca, alguns deles com estreia nesta nova geração do Clio. Entre eles está o novo monitor central tátil de 9,3 polegadas, em que se incluem os sistemas de navegação e Easy-Link, com múltiplas possibilidades de ligação a dispositivos móveis, através dos sistemas Android Auto ou Apple CarPlay, ou simplesmente por Bluetooth ou cabo. Entre as mais variadas informações disponíveis, destaque para a que nos indica os preços dos combustíveis em tempo real e num tom de acordo com o facto de estar mais caro ou barato que a média dos postos visualizados.

Mesmo em frente ao condutor, o painel de instrumentos parcialmente digital, que conta com um monitor na zona central, um pouco ao jeito “Tesla”, uma vez que está presente um pequeno Clio visto de traseira e que nos mostra uma faixa de rodagem e detalhes como o acendimento dos piscas em tempo real. Para mais tarde fica a promessa de um monitor de dez polegadas, que vai ocupar a totalidade da área da instrumentação, dispensando os tradicionais mostradores do nível de combustível e da temperatura do líquido de refrigeração.

Outros dos elementos presentes no novo Clio e que é herdado dos segmentos superiores é a iluminação personalizável em termos de cor existente na consola central e nos painéis das portas, que confere um visual mais moderno ao pequeno modelo francês. Em termos de espaço, a nova geração do Clio conta com mais uns centímetros, especialmente para quem viaja atrás, mas o ideal continua a ser as quatro pessoas a bordo na lotação máxima. Mais atrás, na bagageira, a volumetria máxima sob a chapeleira é agora de 391 litros nas versões a gasolina, como a que estamos a ensaiar, sendo que aposta num piso mais fundo e que permite uma melhor arrumação de objetos de tamanho mais generoso.

A versão RS Line que aqui lhe mostramos conta com um visual um pouco mais desportivo, mas também com o motor de 1,3 litros, a gasolina, que já conhecemos de modelos como Kadjar ou o Mégane, numa versão de 130 cavalos que lhe permite impor um bom ritmo de viagem. Se há atributo em que o pequeno modelo francês nunca nos desiludiu foi na dinâmica das opções mais desportivas da gama e este não lhe fica nada atrás. Os movimentos da carroçaria são previsíveis, a direção é suficientemente direta e o motor é cheio e pleno de vontade de dar trabalho ao mostrador do conta-rotações que apenas conseguimos ver quando escolhemos o modo de condução mais desportivo. Esta opção de 130 cavalos apenas está disponível com a caixa de velocidades automática EDC de dupla embraiagem e sete relações. Tirando algumas hesitações nas manobras de estacionamento, revelou ser uma excelente combinação, mesmo quando passamos a usar os comandos existentes atrás no volante numa condução um pouco mais animada.

Com a linha de equipamento RS Line e com a motorização a gasolina de 130 cavalos de potência, o Renault Clio já fica com um preço ligeiramente abaixo dos 24 mil euros, sendo ainda necessário adicionar o tom Vermelho Flamme (650 euros) e as jantes de liga leve de 17 polegadas RS Line (500 euros) para conseguir um visual igual ao da unidade ensaiada. No total, o valor pode parecer demasiado elevado para um simples Clio, mas depois destes dias podemos afirmar que de simples este Clio não tem nada. A quinta geração é, obviamente, a melhor de sempre.

VEREDICTO

A quinta geração do Renault Clio é mais do que uma evolução, é uma autêntica revolução no segmento, colocando à disposição do cliente um patamar de conforto e tecnologias que normalmente só se encontram em segmentos superiores. Com a motorização a gasolina de 130 cavalos, uma dinâmica apurada e um habitáculo totalmente novo e de visual mais moderno, o novo Clio tem todos os argumentos para se manter no topo da tabela de vendas.

<FICHA TÉCNICA>

Renault Clio RS Line TCe 130 EDC

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta; Cilindrada (cm3): 1.332; Potência máxima (cv/rpm): 130/5.000; Binário máximo (Nm/rpm): 240/1.600; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa automática EDC de 7 velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Eixo semi-rígido; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.050/1.798/1.440; Distância entre eixos (mm): 2.583; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.509/1.494; Travões (fr./tr.) Discos vent./Tambores; Peso (kg): 1.158; Capacidade da bagageira (l): 391; Depósito de combustível (l): 42; Pneus (fr./tr.): 205/45 R17; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 9,0; velocidade máxima (km/h) 200; CONSUMOS: Urbano/Extraurbano/Combinado (l/100 km): 6,7/4,3/5,2; Emissões de CO2 (g/km) 119;

PREÇO (versão base): 23.920 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 25.769 euros

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Marketeer
Conhece o segredo dos filmes de Natal para serem tão populares?