Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Renting sempre a crescer em Portugal nos últimos 6 anos

Os empresários portugueses têm vindo a alterar os métodos de financiamento para a aquisição de frotas automóveis, acompanhando a tendência entre as congéneres europeias.

As empresas valorizam cada vez mais um modelo de financiamento que inclua todo o tipo de serviços e responda às suas necessidades de forma eficaz.

Estas são conclusões do Barómetro 2019 do Arval Mobility Observatory, estudo realizado no passado mês de março a mais de 4000 empresas, das quais 300 em Portugal e que visa fornecer informações independentes e precisas sobre a mobilidade nas empresas e partilhar a opinião dos empresários com todos os tipos de públicos – empresas de qualquer dimensão, empresários em nome individual, indivíduos, fabricantes de automóveis, organismos públicos, estudantes e outros.

Novas modalidades de financiamento e crescimento do renting

Os gestores portugueses, assim como os europeus, têm à sua disponibilidade diversas modalidades de financiamento para a aquisição de viaturas. Contudo, a compra direta e o leasing financeiro continuam a ser os modelos mais utilizados com 37% e 36%, respetivamente.

Verifica-se também que a modalidade de compra não sofreu alterações desde 2014, no que se refere à percentagem de empresas que utilizou fundos próprios. Já o leasing financeiro, por oposição, registou uma queda de 25% nas empresas nacionais e apenas 7% opta pelo crédito automóvel.

O renting, por sua vez, tem vindo a ganhar terreno entre as escolhas dos gestores. São já 20% as empresas portuguesas que utilizam o renting como método de financiamento para os seus automóveis. Um valor muito superior ao verificado em 2014, ano em somente 4% assumia utilizar este instrumento em detrimento dos modelos mais tradicionais. Isto significa que o renting é o método de financiamento automóvel que mais cresceu em Portugal nos últimos 6 anos.

Outra novidade do barómetro 2019 é o facto de nos últimos seis anos ter existido uma mudança significativa na opinião das empresas nacionais relativamente à estratégia de financiamento das suas frotas. Concretamente, vemos que o leasing financeiro já não é a metodologia mais utilizada pela maioria das empresas em Portugal.

Por toda a Europa, verifica-se a tendência do renting ser o único método de financiamento que cresceu nos últimos seis anos, com um aumento dos 10% para os 30%. Por outro lado, e no mesmo período, verifica-se uma quebra na percentagem de empresas europeias que optou pela compra direta (menos 20%), pelo leasing financeiro (menos 25%) e pelo crédito automóvel (menos 33%).

Sustentabilidade

É indiscutível que as frotas, e os custos associados, são um fator pesado nas contas das empresas, como indicam 43% dos gestores nacionais. Porém, 46% das empresas afirma que o investimento na sustentabilidade, com recurso a automóveis com tecnologia alternativa e adaptação da escolha do veículo às necessidades de utilização, vai ser determinante nas estratégias de utilização e compra de viaturas nos próximos 3 anos.

Esta mudança de estratégia nas empresas, mais focada na sustentabilidade, com aumento do uso de energias alternativas e maior racionalização na escolha das viaturas, é representada por uma maioria de 51% de empresas com parques automóveis, entre 10 e 50 viaturas, e por 64% das empresas com mais de 50 viaturas.

O Arval Mobility Observatory procurou também saber de que forma as empresas irão agir relativamente às suas frotas automóveis perante o atual cenário de alterações climáticas. O resultado mostra-nos que, no combate às alterações climáticas, 66% das empresas prevê reduzir a sua pegada ecológica em novas aquisições nos próximos 3 anos, através da utilização de viaturas com tecnologia verde e ou menor emissão de gases poluentes.

De facto, nas empresas com mais de 50 automóveis esta estimativa atinge mesmo um universo de 83%, quase a totalidade deste mercado. Esta posição estratégica é mesmo uma certeza para 22% de empresas. Por outro lado, 42% das empresas deverão baixar os limites de emissões de CO2 nas suas políticas de frota, fazendo com que este seja um critério determinante na seleção de novas viaturas.

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Sharing my Change: Soft skills, Strong changes
Marketeer
Algarve quer entrar em 2020 na companhia de turistas andaluzes