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Uma dinâmica mesa redonda sobre “Mobilidade e Conectividade – Mitos ou Realidade?”

Foi talvez um dos momentos mais marcantes da 2ª Conferência AUTOMONITOR. A mesa redonda com o tema principal da conferência juntou seis convidados de diferentes meios para trocar ideias sobre um tema comum.

A mesa redonda, com o tema “Mobilidade e conectividade – mitos e realidade”, contou com a presença de Duarte Guedes, CEO da Hertz Portugal, Ivan Sousa, Head of Product Management da Mobilidade Elétrica da Efacec, Mário Sousa, diretor de Produto e Pré-venda da PT Empresas, Miguel Rebelo de Sousa, Senior manager da Novabase, Ricardo Tomaz, diretor de Marketing Estratégico e Relações Externas da SIVA, e Sérgio Carvalho, diretor de Marketing da Fidelidade, com moderação de Ricardo Florêncio, CEO da Multipublicações Media Group.

Ricardo Tomaz, diretor de Marketing Estratégico e Relações Externas da SIVA, afirma que «não foram os consumidores que pediram o carro elétrico, há uma série de obrigações políticas para reduzir o número de emissões. As normas que o sector vai ser obrigado a cumprir são de tal forma drásticas que quem não o fizer vai ter de pagar uma multa de 95 euros por cada grama de CO2 que cada carro novo vendido emite. O carro elétrico é uma necessidade da indústria para cumprir normas. Mas o diesel ainda tem margem para evoluir. Este é um momento de grande mudança da indústria».

Para Duarte Guedes, CEO da Hertz Portugal, aquilo que a empresa faz é «dar mobilidade aos turistas no país. O sector de aluguer de automóveis tem de acompanhar a evolução em termos tecnológicos e encontrar a sua posição. Um mundo que transita da propriedade para a partilha é bom para o sector. Os vários modelos de transportes têm de coexistir». 

Sérgio Carvalho, diretor de Marketing da Fidelidade, adianta que «esta realidade vai mudar radicalmente para o sector segurador. A eletrificação também traz grandes desafios, na prestação da assistência. Uma das dificuldades é que do ponto de vista do custo para a seguradora os custos são francamente maiores. Mas o consumidor vai ditar o caminho. No entanto, com a conectividade surgem novas oportunidades na experiência com o cliente. Temos de ir ao encontro das expectativas dos clientes. Mas a realidade é que o cliente vai querer ter uma solução única para abranger os vários tipos de transporte que vai utilizar, como o carro partilhado, a trotinete, o seu próprio seguro. O sector dos seguros é muito legislado, pelo que o regulador europeu terá um papel importante nesta mudança».

Mário Sousa, diretor de Produto e Pré-venda da PT Empresas, indica que «o 5G vai ser uma tecnologia disruptiva e vai criar oportunidades e alavancar soluções que hoje não seriam possíveis, tanto em termos de velocidade, mas essencialmente ao nível da latência que é muito menor».

Miguel Rebelo de Sousa, Senior Manager Novabase, refere que o grupo está a «trabalhar na mobilidade há vários anos. O salto agora é para implementar uma plataforma que disponibilize informação a cada pessoa para tomar a melhor decisão».

De acordo com Ivan Sousa, Head of Product Management da Mobilidade Elétrica da Efacec, “a Efacec está a desenvolver uma nova geração de produtos que vai ajudar a ultrapassar os medos dos utilizadores finais nos carregamentos de veículos elétricos”.

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