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Já conduzimos o novo ZOE, que chega em novembro com um preço mais baixo

Estivemos presentes na apresentação internacional do novo Renault ZOE que, apesar de não parecer muito diferente, foi totalmente renovado e vai custar menos 1.200 euros que a versão atual.

 

Com mais de dez anos de evolução no mundo dos automóveis elétricos, a Renault seguiu mais ou menos a ideia de renovação que nos apresentou com a última geração do Clio no lançamento da terceira geração do seu modelo totalmente elétrico mais vendido do mercado, o ZOE. Ou seja, mostrou-nos um modelo que não difere muito, visualmente, do seu antecessor, mas que é totalmente novo quase sem darmos por isso.

Desde que surgiu no mercado, o ZOE já vendeu maus de 160 mil unidades, nos mais de 50 países em que é comercializado e já recebeu mais de 60 prémios. Segundo a Renault, é o modelo elétrico mais vendido na Europa e faz parte de uma gama de cinco modelos elétricos da Renault, se também incluirmos o novo SUV K.ZE recentemente lançado no mercado chinês.

Em termos visuais, a Renault atualizou o seu novo ZOE com um capot mais esculpido e com um novo conjunto de óticas dianteiras e traseiras, que contam com um visual muito mais sofisticado e com um sistema de iluminação totalmente em LED, com uma nova assinatura visual e indicadores de mudança de direção dinâmicos. Na frente, na zona inferior do para-choques, estão agora novos faróis de nevoeiro, também em LED, e o símbolo da marca, existente na grelha dianteira conta agora com uma posição mais vertical, e que também inclui um novo e moderno sistema de carregamento com uma tomada Type2 e com os dois pinos extra para o carregamento DC.

Quando questionados pela versão elétrica do novo Clio, os responsáveis da Renault responderam que essa versão é este novo ZOE, bem mais refinado e muito mais moderno que o seu antecessor. E de facto, isso é algo que notamos assim que entramos no habitáculo. A qualidade dos materiais e o ambiente a bordo foram dos pontos que mais evoluíram neste modelo, estando agora num patamar muito mais elevado, que ainda é mais evidente assim que o conduzimos e verificamos que também há muito menos ruído a bordo. Este ponto deve-se à adoção de novos isolamentos, mas também à presença de um novo para-brisas.

A posição de condução foi um pouco melhorada, ainda que se note a maior altura do habitáculo devido à presença das baterias debaixo do piso e tanto os assentos, como o tablier ou os painéis das portas, são agora produzidos com materiais reciclados, provenientes de tecidos de assentos antigos, de cintos de segurança e de garrafas de plástico. Entre os assentos, está o novo comando da caixa a que a Renault chama “e-shifter” e que inclui um novo modo de condução semelhante ao “e-pedal” do Nissan Leaf, que praticamente dispensa a utilização do pedal de travão em ambientes mais urbanos, por exemplo.

O painel de instrumentos totalmente digital oferece um visual bem mais tecnológico e moderno e o monitor vertical de 9,3 polegadas na consola central da versões melhor equipadas (a versão base conta com um ecrã de apenas sete polegadas), foi herdado diretamente da nova geração do Clio, tal como o volante e outros componentes, já incluindo, igualmente, todos os novos serviços de conectividade disponíveis para este modelo, mas adaptado a um ambiente elétrico. Ou seja, enquanto no Clio, o sistema de navegação já tem capacidade para nos mostrar onde existem postos de combustível e o seu preço, no ZOE, a informação é a de postos de carregamento, a sua disponibilidade, potência de carregamento e custo. Além disso, o sistema encontra-se ainda acessível através da aplicação My Renault que podemos ter no telemóvel e que nos permite interagir com alguns dos sistemas do ZOE e descobrir em que fase se encontra o seu carregamento.

E já que tocamos neste assunto, há que referir que a nova geração do ZOE também já está preparada para os carregamentos rápidos, até uma potência de 50 kW, graças a uma tomada escondida atrás do logo da marca na secção dianteira, mas também ao sistema de carregamento camaleão, preparado para carregamentos AC e DC. É através deste sistema que podemos carregar o renovado conjunto de baterias que, sem alterar o seu volume, viu a sua capacidade aumentada dos 41 para os 52 kWh, graças a algumas modificações no seu desenho.

Ou seja, com este sistema de carregamento, o novo ZOE consegue ser compatível com todos os tipos de sistemas de carga, desde os 2,3 kW que poderemos encontrar numa comum tomada doméstica, até aos 22 kW de um carregamento rápido, mas também com os postos de carregamento com corrente contínua até uma capacidade máxima de 50 kW. Ou seja, com o novo ZOE é possível usar a grande maioria dos sistemas de carregamento disponíveis, seja em casa, num centro comercial, na rede pública ou mesmo nos postos rápidos de autoestrada, em que é possível adicionar cerca de 150 quilómetros à autonomia do ZOE, enquanto demora cerca de 30 minutos para beber um café e comer qualquer coisa.

Em conjunto com o novo motor R135 de 100 kW (ou o equivalente a 135 cavalos num motor de combustão), o novo ZOE consegue agora uma autonomia de 395 quilómetros, medidos segundo as mais exigentes normas WLTP, o que representa um ganho de cerca de 30 por cento face ao seu antecessor. E além disso, com o acréscimo de potência, o novo ZOE conta também com uma melhoria em termos de prestações, conseguindo acelerar dos 80 aos 120 km/h, por exemplo, em menos 2,2 segundos do que na geração anterior. A aceleração até aos 100 km/h, é feita em menos de dez segundos e a velocidade máxima chega agora aos 140 km/h.

O novo Renault ZOE fica assim preparado para quem também dá mais valor à parte da condução, pois além dos melhores números nas acelerações, também conta com uma dinâmica mais apurada e está mais divertido de conduzir. As estradas da ilha da Sardenha contam com inúmeras subidas e descidas em montanha, mas também com retorcidas estradas pela costa e o ZOE demostrou estar perfeitamente à vontade em todas estas situações.

A chegada ao mercado nacional da nova geração do Renault ZOE está prevista para novembro, sendo que a maior novidade é que este novo modelo vai ser mais barato que o seu antecessor em cerca de 1.200 euros. Os preços ainda não estão totalmente definidos, mas a marca aponta para um valor base de 23.690 euros para a versão que não inclui o valor da bateria e de 31.990 euros para a que integra este componente no seu preço final.

Vão estar disponíveis novas cores de carroçaria e também uma edição especial de lançamento, a Edition One, que inclui um conjunto de equipamento bastante completo e com elementos exclusivos, como as soleiras das portas especificas e o logo identificativo desta versão na carroçaria, tal como pudemos descobrir na unidade que conduzimos nas retorcidas estradas da ilha da Sardenha.

A aventura da Renault no mundo dos automóveis elétricos, no entanto, está longe de ficar por aqui. No próximo ano vamos conhecer novas versões elétricas e híbridas, que vão contribuir para que em 2022 mais de 50 por cento da gama francesa seja eletrificada. Além disso, há ainda a registar experiências como as de Porto Santo, onde já existem baterias de 2ª vida, aproveitadas de modelos como o ZOE, para armazenar energia e ajudar a transformar a ilha num local que não depende de combustíveis fósseis.

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