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Renault continua viagem rumo à eletrificação

A marca francesa é das que mais se tem destacado no que diz respeito à eletrificação da sua gama, mas o final deste ano e os próximos vão ser muito recheados em termos de novidades.

A Renault é uma das marcas que tem vindo a levantar o véu àcerca das principais novidades que vão chegar ao mercado nos próximos tempos, onde se inclui uma renovação de todas as suas opções movidas exclusivamente a eletricidade, mas também um novo sistema híbrido destinado a modelos como o Clio, o Mégane ou o Captur. Trata-se da nova versão E-Tech, que estará equipada com dois motores elétricos e um térmico que serão capazes de reduzir drasticamente as médias de consumo, ao fazer com que seja a eletricidade a locomover o carro em 80 por cento do tempo, principalmente quando circula em ambiente citadino.

Este novo sistema conta com diversas soluções herdadas diretamente da experiência que a marca francesa tem conquistado no mundo da fórmula 1 e obrigou ao registo de cerca de 150 patentes entre novas soluções e componentes. Inclui um inovador sistema de transmissão sem embraiagem, que está acoplado simultaneamente às três motorizações: um motor térmico a gasolina de 1,6 litros especialmente desenvolvido e afinado para este sistema e os dois elétricos de capacidades diferentes. Um deles está destinado a locomover o carro e o outro destina-se a funções menos exigentes como iniciar o motor de combustão, carregar a bateria do sistema e dar uma ajuda na sincronização dos motores, substituindo uma convencional embraiagem.

Além do Renault Clio, também o Mégane e o Captur vão receber uma versão híbrida baseada neste sistema, mas numa versão Plug-In que permite carregar a bateria de 9,8 kWh em casa, através da rede, e circular praticamente sem usar o motor térmico. No caso do Captur, por exemplo, o sistema será sempre iniciado no modo 100 por cento elétrico e poderá ser assim utilizado ao longo da maioria das deslocações entre o trabalho e casa, até uma velocidade máxima de 135 km/h. A autonomia ronda os 45 quilómetros num percurso misto e cerca de 65 se andarmos sempre em cidade. E depois, caso pretenda fazer uma viagem maior no fim de semana ou, por algum motivo, ficar sem carga nas baterias, o motor de combustão continua disponível como alternativa para que nada o faça parar.

Mas as surpresas da marca francesa não vão ficar por aqui, uma vez que Thierry Bolloré, o CEO da Renault, anunciou recentemente que dentro de cinco anos, será colocado no mercado um modelo elétrico com um preço em torno dos dez mil euros, com o objetivo de levar a mobilidade elétrica a cada vez mais pessoas.

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