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#Ensaio – DS 7 Crossback Opera – Ode ao luxo e à paixão automóvel

Por fora parece um SUV sofisticado, mas o DS 7 Crossback é muito mais do que isso. Trata-se do resultado do trabalho de quem teve tempo para sonhar com este modelo.

Tal como tem acontecido nas últimas décadas com os mais variados sectores, também o mundo automóvel foi praticamente assassinado com os números, a necessidade de lucro e a consequente isenção de paixão. Nos dias que correm, a maioria dos modelos são criados para cumprir um propósito, para se encaixarem num segmento, para conquistar uma fatia de mercado e, claro, para serem rentáveis para cada uma das marcas. E tudo isto acaba por fazer com que a paixão passe mais para segundo plano.

Este é um dos motivos que nos tem levado a olhar para as novas marcas que vão chegando ao mercado, motivadas para fazer automóveis de uma forma diferente, com mais paixão, com mais tempo, com mais inspiração e dedicação. Claro que a parte do lucro nunca será posta de parte, afinal, qualquer empresa tem o objetivo de ser lucrativa. Mas basta-nos olhar para este que é o primeiro modelo desenvolvido de raiz com o símbolo da DS Automobiles para perceber que ainda há margem para fazer diversas coisas de uma forma diferente. Longe das massas e da produção em série de grande escala.

O DS 7 Crossback inclui um formato quase garantido ao sucesso, mas também com um conjunto de detalhes que quase nos fazem passar este ponto para segundo plano. O topo da oferta da DS Automobiles, aqui representado pela versão mais equipada da gama, é um daqueles que nos consegue deixar bastante tempo a admirar todos os seus detalhes, antes mesmo de acedermos ao habitáculo. O sistema de iluminação em led foi trabalhado até ao mais pequeno pormenor, com efeitos tridimensionais e com uma assinatura visual marcante.

No habitáculo, o patamar de qualidade é bastante elevado, especialmente nesta versão que inclui todos os mimos disponíveis para este modelo. Todos os painéis estão forrados em pele, as costuras e muitos dos detalhes são de uma atenção muito cuidada e tudo isso faz com que o ambiente a bordo do DS7 Crossback seja bastante cativante. A presença do teto de abrir panorâmico ajuda a conquistar uma iluminação bem mais convidativa, mas rouba uns centímetros de altura, tanto nos lugares da frente como nos traseiros, sendo necessário descer um pouco as costas do assento, caso tenha mais de 1,85 metros.

Também no habitáculo os detalhes são o ponto mais interessante deste modelo e podemos passar bastante tempo a descobrir cada um deles, enquanto vamos ajustando a posição de condução num dos dois assentos que inclui aquecimento e refrigeração, massagens e um forro em pele muito agradável ao toque e com um tom que condiz muito bem com o cinzento escolhido para a carroçaria. Lá atrás, os assentos também incluem a regulação elétrica para as costas e está presente uma regulação individual para o sistema de ar condicionado.

Na frente, é o monitor tátil multifunções que ganha a posição de maior destaque, mesmo ao centro do tablier, mas também está presente um painel de instrumentos totalmente digital e um apaixonante relógio da BRM que se desenrola do seu local estacionário para uma posição de destaque assim que premimos o botão central que faz despertar o motor do DS7.

Já em estrada, esta versão do DS7 Crossback inclui um sistema que lê a estrada e ajustada a pressão da suspensão face às irregularidades do piso que estamos prestes a pisar, o que melhora ainda mais o ambiente que sentimos a bordo. Quanto ao motor, trata-se do bloco de 1,6 litros do Grupo PSA que já conhecemos de diversos outros modelos, numa vertente com 225 cavalos de potência. A potência é feita apenas às rodas dianteiras, mas as prestações proporcionadas por esta opção são mais do que suficientes para um modelo que se destaca mais pelo seu estilo e presença em estrada, do que pelo tempo que demora a chegar ao destino. Ainda assim, estão disponíveis modos de condução, que permitem ajustar o modo de cada pessoa consoante o seu estado de espírito e até ambientes a bordo que podem refletir esse mesmo estado de espírito.

Em parceria com este motor está a caixa de velocidades automática de oito velocidades, que não é muito fã de manobras ou velocidades mais reduzidas, até o sistema start-stop está constantemente a desligar o motor, sempre a o DS7 está prestes a parar. Para estacionar, o melhor é mesmo utilizar o sistema de parqueamento automático e deixá-lo fazer o seu trabalho, seja para colocar este SUV num lugar paralelo à via ou na perpendicular.

O preço da unidade que vê nas imagens já fica acima da fasquia dos 60 mil euros, mas representa o topo da oferta em termos de equipamento (Grand Chic) e ambiente a bordo (Opera), além de também integrar diversos elementos que estão disponíveis apenas como opção, tais como o teto de abrir panorâmico, o sistema de visão noturna ou mesmo o sistema de som existente a bordo, desenvolvido e afinado pela Focal para este modelo.

VEREDICTO

O DS 7 representa o topo da oferta da DS Automobiles e por isso também nos mostra o que o grupo PSA faz de melhor. Além disso, com o nível de equipamento mais recheado e com o ambiente Opera, consegue-nos deixar a descobrir os seus inúmeros detalhes e uma vertente do mundo automóvel que parece estar cada vez mais apagada: a da paixão. E este é apenas um dos motivos que nos faz gostar cada vez mais deste modelo à medida que o vamos conduzindo.

FICHA TÉCNICA

DS 7 Crossback Puretech 225 Grand Chic Opera

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta e sobrealimentação; Cilindrada (cm3): 1.598; Potência máxima (cv/rpm): 225/5.500; Binário máximo (Nm/rpm): 300/1.900; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa automática de oito velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Independente, multibraços; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.595/1.895/1.631; Distância entre eixos (mm): 2.738; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.621/1.598; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos sólidos; Peso (kg): 1.503; Capacidade da bagageira (l): 555; Depósito de combustível (l): 62; Pneus (fr./tr.): 235/50 R19; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 8,3; velocidade máxima (km/h) 234; CONSUMOS: combinado/vel.baixa/vel.media/vel.alta/vel.muito alta (l/100 km): 7,5/9,4/7,2/6,4/8,0; Emissões de CO2 (g/km) 128;

PREÇO (versão base): 49.000 euros
PREÇO (Grand Chic): 54.000 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 61.600 euros

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