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Ao volante da nova geração do Renault Captur. Chega em 2020.

A nova geração do Renault Captur chega no início do ano e vai contar com motores a gasolina e diesel, mas também com uma versão híbrida plug-in e outra a gás. Fomos à Grécia conduzi-lo.

A Renault convidou-nos para viajar até à Grécia com o objetivo de conhecermos a nova geração do seu Captur. Um dos modelos mais importantes para a marca francesa foi profundamente renovado com uma receita semelhante à já utilizada no Clio e no Zoe, numa altura em que o pequeno SUV da marca acaba de alcançar o bonito número de 1,5 milhões de unidades produzidas na fábrica de Valladolid, em Espanha.

Quando chegou ao mercado, em 2013, o Renault Captur tinha como missão enfrentar o Nissan Juke, um dos seus principais rivais. Entretanto, este segmento cresceu e atualmente, é vendido mais mais de 70 países e conta com mais de 20 modelos nesta categoria a tentar conquistar uma fatia do mercado. Com a sua pintura de duas cores, pela posição de condução mais elevada e pelo facto de contar com um dos formatos mais desejados de sempre, o Renault Captur tem conquistado diversos clientes e com o novo modelo, a Renault não espera menos do que cimentar a sua liderança.

A primeira coisa a reter sobre este modelo é que se trata de um modelo totalmente novo, apesar do visual semelhante. A nova geração do Renault Captur conta com a nova plataforma modular CMF-B estreada com o Clio, mas apresenta um visual mais arrojado e dinâmico do que o seu antecessor, com linhas mais agressivas na secção dianteira e um grupo ótico bem mais interessante e original na parte de trás do carro. O sistema de iluminação é totalmente em LED e confere uma maior margem de manobra no que diz respeito ao estilo do novo Captur.

Em termos de dimensões, o novo Captur está maior e tem uma linha de cintura ainda mais elevada e um tejadilho com um formato mais pronunciado e descendente à medida que esta linha se aproxima da traseira. Os flancos são mais pronunciados e as vias estão mais largas, dando origem a dimensões de jantes mais generosas que chegam agora às 18 polegadas de diâmetro. No que diz respeito à personalização, a Renault tem previstas cerca de 90 combinações para a carroçaria, sendo possível escolher a cor do carro e do tejadilho, mas também alguns elementos decorativos.

No habitáculo, a receita também segue um pouco o que foi feito com a gama Clio e contamos agora com um patamar de qualidade bem mais elevado e com mais espaço disponível para todos os ocupantes. Na frente, o maior destaque vai para o monitor central tátil de 9,3 polegadas colocado na vertical e orientado um pouco para o lado do condutor, que inclui diversas funções sobre este modelo, que está permanentemente conectado e pode receber diversas atualizações de software, mesmo quando não estamos no carro, sendo que esta ligação também permite o acesso ao veículo através de uma aplicação que podemos ter no telefone. A instrumentação é totalmente digital nas versões mais equipadas, sendo que a de topo, volta a ser a Initiale Paris com todo o requinte que já conhecemos desta opção. E para nos animar os ouvidos, claro que não poderia faltar o sistema de som desenvolvido pela Bose, com o novo subwoofer integrado, que nem sequer rouba espaço na mala.

O espaço disponível nos lugares traseiros conta agora com mais cerca de dois centímetros para as pernas, além das maiores cotas de largura e altura. Estão presentes duas tomadas USB destinadas ao carregamento de dispositivos externos e na bagageira há agora 536 litros de capacidade para transportar tudo o que precisa. Caso não chegue, os assentos traseiros contam ainda com uma regulação longitudinal, para que possa ajustar todo o espaço disponível consoante seja necessário. Para o habitáculo deste modelo, a Renault conta com cerca de 18 combinações de cores e oito ambientes luminosos a bordo, oferecidos pela iluminação ambiente em LED.

No capítulo das motorizações, o novo Captur vai incluir duas opções a gasolina: um novo motor de um litro com 100 cavalos e o já conhecido 1.3 TCe com 130 e 155 cavalos e com a opção de caixa automática. No diesel, a estrela continua a ser o 1.5 dCi de 95 e 115 cavalos, sendo que esta última versão também pode ser disponibilizada com caixa manual ou automática EDC de dupla embraiagem e sete relações. Mas há mais, o motor 1.0 TCe terá também uma versão LPG (a gás) com os mesmos 100 cavalos de potência e depois de tudo isto também vamos receber a tão prometida versão híbrida plug-in E-TECH do Captur, equipada com um motor 1.6 a gasolina, reformulado para este sistema, que dará muito mais prioridade à locomoção elétrica do que àquela que depende do motor térmico. Com uma bateria de 9,8 kWh, o Captur E-TECH vai arrancar sempre em modo elétrico e conseguirá percorrer cerca de 45 quilómetros sem gastar uma única gota de gasolina. E poderá fazê-lo com velocidades até aos 135 km/h. Se rolar sempre em cidade, a sua autonomia pode chegar mesmo aos 65 quilómetros, mas aí já convém usar todos os 160 cavalos do sistema de uma forma mais tranquila.

O novo Captur conta também diversos novos sistemas de segurança e diversos outros de ajuda ao condutor, tal como a camara de estacionamento a 360 graus. Mas um dos sistemas que nos poderá dar uma maior ajuda durante o dia é o “Highway and Traffic Jam Companion”, que tem a capacidade de conduzir o Captur quase sozinho, mantendo a distância face ao carro da frente, mesmo que este esteja parado numa fila de trânsito, mas claro que apenas pode ser integrado nos modelos equipados com caixa de velocidades automática. O condutor terá de estar sempre alerta e com as mãos no volante, mas se as paragens do Captur não excederem os três segundos, não terá de fazer nada. Caso esteja parado durante mais tempo, basta premir uma tecla no volante ou dar um toque no acelerador para que o sistema fique novamente ativo, mas se demorar mais do que três minutos, esta função será desativada.

Ao volante, uma das coisas que notamos de imediato é que o novo Captur está muito mais refinado, tanto no que diz respeito ao isolamento acústico, como no próprio pisar da suspensão e no ambiente a bordo. A evolução é bastante grande e graças a vias mais largas e a uma suspensão mais elevada em termos de qualidade, o novo Captur está também bem mais interessante de se conduzir, sendo que aqui, o motor 1.3 TCe continua a ser uma mais-valia, oferecendo boas prestações e médias de consumo comedidas.

A chegada ao mercado do novo Renault Captur está marcada para o início do próximo ano, sendo que a versão híbrida chegará uns meses mais tarde. No que diz respeito aos preços, ainda nada está finalizado, pelo que teremos de regressar a este tema assim que existirem mais novidades. A produção continuará a ser feita em Valladolid, sendo que no final deste ano, o Captur também vai passar a ser produzido na unidade de Wuhan, na China.

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