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Emissões CO2: Excesso será pago pelos consumidores

Os justos pagarão pelos pecadores: se a média de emissões de CO2 estipulada pela União Europeia for excedida serão os consumidores a pagar a fatura.

A Comissão Europeia exige que, a partir do próximo ano, a média de carros vendidos na UE não exceda as 95 gramas de CO2 por quilómetro percorrido. Se o objetivo, ambicioso, não for cumprido, os fabricantes automóveis enfrentam multas milionárias que deverão rondar, indicam várias fontes, os 30.000 milhões de euros. E quem irá pagar a fatura serão os consumidores que verão os preços dos carros aumentarem: em média, calcula-se que o aumento será de 2,6%.

Foto: DR

A média de emissões CO2 será calculada por grupos automóveis, somando todas as suas marcas. Ou seja, as emissões de marcas como SEAT ou Skoda, em princípio mais baixas, serão adicionadas às da Audi, Porsche ou Volkswagen, muito mais altas, todas elas marcas do Grupo Volkswagen.

Mas a média não se fará apenas com as marcas – serão também contabilizadas as emissões médias de CO2 dos países da União Europeia. De acordo com os dados da ACEA (Associação dos Construtores Europeus Automóvel), as emissões médias dos 15.158.874 carros vendidos em 2018 na União Europeia foram estimadas em 120,6 gramas de CO2 – Portugal ficou abaixo da média com 106,3 gramas.

Mais (132,6 g) vs menos (105,5 g)

No extremo “mais verde” da União Europeia encontra-se a Holanda (443.812 carros vendidos), o maior comprador de elétricos na União Europeia e o segundo, em termos de emissões, depois da Noruega com 105,5 gramas. No extremo oposto temos a Estónia com 132,6 gramas de CO2, embora com um volume de vendas de apenas 25.387 carros vendidos (o terceiro menor mercado da UE).

Assim, se as vendas de carros com emissões mais altas aumentarem, os compradores das versões menos poluentes de certos países irão pagar essas consequências – a única esperança é que os preços aumentem nos modelos que emitem mais e diminuam nos que emitem menos.

Nesse sentido, o comportamento de alguns países considerados ricos, que ainda apostam em motores de combustão e carros de alta cilindrada, é bastante preocupante.

A Alemanha, de longe o maior mercado em termos de compra de carros no ano passado (52.811 automóveis de passageiros vendidos em 2018), registou uma média de 129,9 gramas de emissões CO2, a terceira mais alta depois da Estónia e do Luxemburgo – a falta de limite de velocidade nas autoestradas alemãs poderá ajudar a explicar o número.

Outro dos casos preocupantes é o Reino Unido (embora a sua saída da UE possa ser um alívio para os objetivos dos fabricantes), onde 2.367.147 carros foram vendidos no ano passado – é o segundo maior mercado da UE – com a média de emissões de CO2 a chegarem às 124,8 gramas.

Entre os dez maiores países, além da Alemanha e do Reino Unido, que contribuíram para aumentar a média das emissões comunitárias de CO2 temos a Polónia (média de 127,7 gramas, 531.889 veículos vendidos); Áustria (123,1 gramas, 341.068) e Suécia (353.729 carros vendidos com uma média de 122,3 gramas).

Do lado positivo, entre os grandes mercados, e depois da Holanda, temos a França (2.173.481 automóveis vendidos no ano passado, média de 112,2 gramas); Itália (1.910.025 carros vendidos e 116,3 gramas); Espanha (1.321.438 e média de 118,1 gramas); e Bélgica (119,5 gramas de CO2 e 549.632 carros vendidos).

A média das emissões dos outros 28 países da União Europeia, de acordo com a ACEA, é de: Malta (105,9 g), Portugal (106,3 g), Dinamarca (109,6 g), Grécia (111,1 g), Irlanda (113,1 g), Croácia (115,7 g), Finlândia (116,6 g), Eslováquia (120,9 g), Roménia (121,5 g), Chipre (123,3 g), República Checa (125,6 g), Eslováquia (127,6 g), Bulgária (128,1 g), Lituânia (128,8 g), Hungria e Letónia (129 g) e Luxemburgo (131,4 g).

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