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SEAT aposta nos drones para aumentar produção

A SEAT colocou em marcha um projeto pioneiro que utiliza drones para o transporte de peças – em apenas 15 minutos um volante é capaz de viajar do centro logístico até à linha de montagem.

Na prevenção de incêndios, vigilância de fronteiras e até no controlo fiscal. Os drones estão cada vez mais presentes nos nossos céus com finalidades que se multiplicam. Agora ganham um novo uso: o transporte de peças de automóvel. A SEAT, em parceria com o Grupo Sesé, deu início a um projeto-piloto que recorre ao uso de drones para o envio de componentes desde o centro logístico até à área de montagem em apenas 15 minutos. Foi assim a primeira viagem aérea de um volante.

“Ativámos o Protocolo Drone”: foi com esta frase que se deu início à operação. Na área de montagem era preciso um volante específico e por isso foi ativado o protocolo. O pedido foi recebido no Centro Logístico do Grupo Sesé; a peça colocada numa cápsula em fibra de carbono, que pesa 5,5 quilos e fixo ao drone através de um eletroíman e com servos de segurança. O volante fica pronto a voar a partir da área de descolagem.

No ar: o drone, com 1,70 metros de envergadura e hélices de 40cm, descola. O trajeto que irá percorrer entre o centro logístico e um dos pontos de montagem da SEAT tem 1,8 quilómetros de extensão. O voo é autónomo, a 95 metros de altitude, e sobrevoa a fábrica a 40 km/h.

Desde a descolagem até ao momento em que o drone deposita a cápsula passam apenas 4 minutos. No total, todo o processo durou 15 minutos desde a ativação do protocolo. O volante está pronto a ser montado na linha de produção.

Mais rápido, mais flexível e mais sustentável

“Com esta inovação, impulsionamos a Indústria 4.0 e seremos mais eficientes, ágeis, competitivos e também muito mais sustentáveis”, diz o Vice-presidente de Produção e Logística da SEAT, Dr. Christian Vollmer.

Além disso, este sistema está livre de emissões, já que os drones são alimentados por baterias elétricas. A redução de emissões de CO2 poderia chegar a 1 tonelada por ano.

A segurança acima de tudo

“Neste projeto triplicámos a segurança. O mais importante era o drone ter grande capacidade de carga e dotá-lo de sistemas redundantes em todos os elementos. Além dos 6 motores foram instalados 3 GPS, 6 baterias e 3 IMU (Unidade de Medição Inercial), que são o cérebro do drone”, garante Toni Caballero, piloto do Centro TSA. Além de tudo isto, este projeto pioneiro realiza-se sob a supervisão da Agência Estatal de Segurança Aérea (AESA).

O céu não é o limite do futuro

O uso de drones na fábrica de Martorell teve início com o transporte pontual de volantes e airbags, mas pretende-se ir além disso. “O transporte com drones revolucionará a logística, já que, por exemplo, no caso da SEAT, reduzirá em 80% o tempo de entrega dos componentes”, garante Christian Vollmer.

Os drones são um dos elementos na estratégia de smart factory na SEAT, que passa pela aplicação de tecnologias disruptivas para melhorar de forma permanente os processos de produção, resultando em maior rapidez e flexibilidade para os clientes. Para já, alguns deles já terão nas mãos um volante que chegou do céu.

 

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