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#Ensaio – DS 3 Crossback 1.5 BlueHDi – Charme urbano

Com uma linha mais elegante que o habitual, o novo DS3 Crossback mostra que poderá melhorar o visual de uma cidade através da sua elegância parisiense.

É o segundo modelo da DS Automobiles a ser totalmente desenvolvido sob esta insígnia, depois do seu irmão de tamanho mais generoso, o DS 7 Crossback. A sigla DS 3 já existia nesta gama, mas com a adoção do nome Crossback, assume um visual mais aproximado ao de um SUV, ainda que não dispense as proporções que lhe permitem circular elegantemente em cidade.

O novo modelo da marca francesa começa por apostar forma justamente na sua elegância e nas linhas mais arrojadas para fazer a diferença, seja na carroçaria ou mesmo no habitáculo. É facilmente identificada a barbatana lateral que conhecemos do primeiro DS 3, mas também diversos dos traços que o aproximam do outro modelo da marca. O melhor exemplo é a assinatura visual em LED, com dois traços brancos verticais nas extremidades da secção dianteira e com dois linhas vermelhas horizontais na parte de trás.

Tudo no DS 3 Crossback é feito de detalhes e notamos facilmente que houve muito tempo para os desenvolver quase como se se tratasse de um jogo, em que ganha que conseguir descobrir o mais número de pormenores na carroçaria e no habitáculo. O interior das óticas dianteiras é um bom exemplo, ainda que as traseiras também não passem despercebidas, mas o que nos chama mais a atenção, são mesmo as jantes de 17 polegadas e o facto dos puxadores das portas se destacarem automaticamente da carroçaria assim que nos aproximamos do carro com a chave no bolso.

No habitáculo continua a decorrer este jogo de formas e detalhes, mas com uma escolha de materiais e qualidade num patamar de acordo com a ideia que a DS nos quer transmitir de marca premium. O elemento mais chamativo é a consola central, com os seus múltiplos conjuntos triangulares com que a DS se diverte tanto quando desenha os seus modelos, começando pelo seu próprio logotipo que, se reparar, é composto pelos “chevrons” da Citroën, colocados numa posição diferente. Estas formas da consola central incluem os comandos do sistema de ar condicionado e do de infoentretenimento, que podemos visualizar no monitor tátil retangular instalado no topo do tablier.

Em frente ao condutor, o painel de instrumentos é compacto, mas totalmente digital e o seu grafismo segue as mesmas linhas usadas no desenho do habitáculo, com formatos algo diferentes do habitual e que dão uma ajuda no momento de fazer com que o tablier seja ainda mais largo do que parece. Todas estas formas e linhas deixam o habitáculo do DS3 um pouco acanhado, mas sem que isso seja preocupante, uma vez que o espaço necessário disponível para os ocupantes dos lugares dianteiros está garantido, algo que é um pouco mais complicado para quem tem de viajar lá atrás, mas que já não é uma surpresa para os modelos desta categoria.

Apesar de no exterior não haver nada que indique qual é a versão que estamos a ensaiar, nós podemos-lhe dizer que se trata de um motor diesel. Um bastante económico bloco de 1,5 litros da família BlueHDi do Grupo PSA, com uma potência máxima de 100 cavalos e caixa de velocidades manual de seis relações. Ou seja, perfeito para quem não esteja restringido aos ambientes mais citadinos e goste de somar alguns quilómetros extra fora das cidades por qualquer motivo. É certo que o diesel começa a estar no outro extremo do que está na moda, até porque já se encontram disponíveis no mercado as versões elétricas deste modelo, mais ainda é uma das melhores soluções para algumas pessoas, que andam mais tempo de carro no seu dia-a-dia do que a média dos estudos que chegam às marcas.

Em termos de preço, a versão So Chic que aqui lhe mostramos com esta motorização diesel, conta com um preço de tabela de 32.800 euros, mas depois há a questão do equipamento que vamos desejar ter para deixar este DS 3 Crossback ainda mais completo. Há diversos elementos que já fazem parte do equipamento de série, mas há diversos outros de que gostámos bastante que apenas estão disponíveis em opção. Entre eles, o facto dos puxadores das portas se destacarem automaticamente sem termos de usar a chave, acontecendo o mesmo para ligar o motor, o sistema de navegação também é opção e o sistema de iluminação totalmente em LED também e depois, tudo isto faz com que o preço deste modelo vá subindo, ficando perigosamente perto da fasquia dos 40 mil euros se dermos rédeas à lista de elementos disponíveis.

VEREDICTO

O novo DS 3 Crossback é uma versão compacta de um modelo premium de um segmento mais luxuoso. Consegue trazer algum do requinte do DS 7 para uma categoria mais acessível e ainda lhe permite adicionar uma motorização diesel a esta configuração, caso seja daquelas pessoas que percorre diversos quilómetros diariamente.

FICHA TÉCNICA

DS 3 Crossback 1.5 BlueHDi 100 So Chic

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta com turbo; Cilindrada (cm3): 1.499; Potência máxima (cv/rpm): 100/3.500; Binário máximo (Nm/rpm): 250/1.750; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa manual de seis velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Eixo de torção; DIMENSÕES:Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.118/1.791/1.534; Distância entre eixos (mm): 2.558; Largura de vias (fr./tr.) (mm): n.d./n.d.; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos; Peso (kg): 1.205; Capacidade da bagageira (l): 350; Depósito de combustível (l): 41; Pneus (fr./tr.): 215/60 R17; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 11,4; velocidade máxima (km/h) 180; CONSUMOS: urbano/extraurbano/combinado (l/100 km): 4,2/3,4/3,7; Emissões de CO2 (g/km) 97;

PREÇO (versão base): 32.800 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 38.550 euros

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