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Turbo-rotundas: Portugueses esperam (e desesperam)

Circular numa rotunda nem sempre é fácil e quanto maiores, piores. Mas existe uma solução: as turbo-rotundas, que tardam em chegar a Portugal. Os portugueses, entretanto, vão esperando (e desesperando)…

O automobilista português tem um comportamento nas rotundas do qual tarda em desfazer-se: percorrer uma rotunda com mais de uma faixa pelo lado de fora, mesmo que passe por três saídas. Isto apesar da transgressão já contar para o sistema de pontos da Carta de Condução…

O comportamento correto para fazer uma rotunda é utilizar o lado de dentro, e apenas encostar à direita antes da sua saída – exceto se a saída estiver localizada logo a seguir. Se por exemplo, um condutor circular na via mais à direita e outro condutor lhe bater ao tentar sair da rotunda (e a intenção do primeiro condutor seja de sair mais à frente), o culpado do acidente será o primeiro condutor mesmo apresentando-se pela direita.

Às comuns rotundas portuguesas, existe uma alternativa, inventada na Holanda nos anos 90, mas que teima em chegar a Portugal, apesar de haver planos para isso: trata-se das turbo-rotundas.

As turbo-rotundas têm separadores colocados estrategicamente que obrigam o condutor a colocar-se na faixa exata que necessitam de usar para irem para a saída pretendida. Idealizadas por Bertus Fortuijn, professor universitário holandês, já são mais de 300 nesse país. Atualmente, as turbo-rotundas estão presentes em vários outros países (como a Alemanha e EUA), tendo chegado no ano passado a Espanha, região das Astúrias. Mas tardam em chegar em Portugal, embora, em 2012, tenha sido anunciado um plano para construir uma turbo-rotunda em Coimbra – até agora sem efeitos práticos.

E enquanto as turbo-rotundas não chegam a Portugal, o melhor mesmo é saber exatamente como se fazem as rotundas nacionais.

O que diz o Código da Estrada

No dia 1 de janeiro de 2014 entrou em vigor as alterações propostas no Diário da República de 3 de setembro de 2013. As regras de circulação nas rotundas foram alteradas, de acordo com o Artigo 14.º – A do CE:

Nas rotundas, o condutor deve adotar o seguinte comportamento:

a) Entrar na rotunda após ceder a passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que seja a via por onde o façam;
b) Se pretender sair da rotunda na primeira via de saída, deve ocupar a via da direita;

Se pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída, só deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções;

Sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino.

2 – Os condutores de veículos de tração animal ou de animais, de velocípedes e de automóveis pesados, podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a saída aos condutores que circulem nos termos da alínea c) do n.º 1.

3 – Quem infringir o disposto nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 e no n.º 2 é sancionado com coima de (euro) 60 a (euro) 300.

De referir que todas as manobras que impliquem deslocação lateral do veículo decorrente da mudança de via de trânsito ou saída da rotunda devem ser previamente sinalizadas.

Exemplo:

Veículo Laranja: primeira saída, toma a via mais à direita.
Veículo Vermelho: segunda saída, toma a via da esquerda. Na via imediatamente a seguir à primeira saída passa para a via mais à direita.
Veículo Verde: terceira saída, toma a via da esquerda. Imediatamente a seguir à segunda saída passa para a via mais à direita.

E em caso de acidente?

Tendo em conta a complexidade das rotundas nacionais, importa saber que as companhias de seguros tendem a aproveitar-se para fugir às responsabilidades. Mais de 70% dos acidentes em rotundas são “resolvidos” pelas companhias como 50/50 e, desta forma, não têm de pagar os danos a nenhum interveniente, ficando a despesa totalmente a cargo de cada um dos acidentados.

Para evitar tal situação, o melhor mesmo, até em situações pacíficas, é chamar as autoridades (GNR, PSP) para que seja realizada a medição no local.

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