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Análise cerebral de condutores ganha prémio de inovação da Altice

O projeto Neural Motor Behaviour in Extreme Driving e a startup iLof ganharam as duas categorias dos Altice International Innovation Awards (AIIA) de 2019. Os prémios foram atribuído quarta-feira à noite numa cerimónia em Lisboa.

O projeto Neural Motor Behaviour in Extreme Driving garantiu para a investigadora Inês Rito Lima o prémio de 25 mil euros relativo ao vencedor da categoria de Academia dos AIIA. Já o projeto iLof garantiu o prémio de 50 mil euros relativo à categoria de Startups dos AIIA, com o desenvolvimento de um dispositivo portátil que facilita o diagnóstico de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e ainda cinco mil euros do prémio Born from Knowledge, promovido pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

O projeto Neural Motor Behaviour in Extreme Driving foi desenvolvido durante a tese de mestrado de Inês Rito Lima, entre a Universidade do Minho e o Imperial College de Londres. Com recurso eletroencefalogramas, sistemas de monitorização do olhar e acelerómetros e giroscópios que acompanham movimentos dos membros, a investigadora minhota extraiu os dados da atividade cerebral e das reações que um condutor assume durante a condução.

O projeto teve por base a extração de dados de Lucas Di Grassi, piloto de Formula E (a equivalente à Formula 1 com carros elétricos), enquanto conduzia um carro em condições consideradas complexas ou de extrema dificuldade.

Com os diferentes sensores, a investigadora da Universidade do Minho ficou em condições de apurar como é que o cérebro humano atua em situações de condução extrema e pôde correlacionar as diferentes reações motoras e ações produzidas na condução com essa atividade cerebral.

“Agora, o objetivo passa por transpor estes dados para os sistemas de carros autónomos, com o objetivo de apoiar a condução em cenários extremos”, explicou a investigadora minhota.

Os dois projetos premiados foram escolhidos entre 90 candidaturas, com especial predominância de iniciativas desenvolvidas em Portugal e França. Na cerimónia de quarta-feira, desfilaram doze projetos finalistas relacionados com inteligência artificial, extração de dados, e telecomunicações, entre outras áreas.

A edição de 2019 decorreu mais uma vez em Lisboa, mas a próxima poderá conhecer novas paragens. “O formato é para manter. Provavelmente, no próximo ano (a atribuição dos prémios) não será em Portugal, porque sendo um prémio internacional do Grupo Altice, temos de ceder espaço às outras geografias. Portugal tem tido a primazia porque é cá que está sedeada a Altice Labs, mas provavelmente vamos ter a quarta edição dos AIIA em Paris ou Nova Iorque”, explicou Alexandre Fonseca administrador executivo da Altice Portugal.

Alexandre Fonseca reiterou a intenção de captar candidaturas de vários países, apesar de a recolha e a seleção de projetos ter vindo a ser feita nas empresas que a Altice tem em Portugal e França. “Temos tido candidaturas de vários pontos do mundo, mas a análise dos projetos está centrada em Portugal e França. Provavelmente, (nas próximas edições) essa análise passará a ser feita também nos EUA. Nestes três anos recebemos 300 candidaturas. No próximo ano antecipo mais 100 candidaturas até chegarmos a este modelo com 12 finalistas”, concluiu o líder da Altice Portugal.

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