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#Ensaio – Opel Corsa 1.5 Turbo D – Nova receita, o mesmo ícone

Já sob a batuta do grupo PSA, o novo Opel Corsa ganha ainda mais argumentos para manter o seu estatuto de ícone, mas não é por isso que deixa de ser um Corsa.

Com mais de 13,7 milhões de unidades vendidas, divididas por cinco gerações e mais de 37 anos de história, o Opel Corsa não tem grandes dificuldades em se assumir como um ícone. É um daqueles modelos que certamente já teve ou conhece alguém que teve e que muito provavelmente usou nas suas aulas de instrução quando andava a tirar a carta. Só em Portugal, já foram comercializadas mais de 600 mil unidades do Opel Corsa, sendo que destas, mais de metade ainda se encontra em circulação.

Com o novo modelo, está garantido um visual mais moderno, mas não tão arrojado como acontece com o Peugeot 208, com o qual partilha a plataforma. O desenho, esse, é tipicamente Opel e foi uma das prioridades em Rüsselsheim, na altura do desenvolvimento (em tempo recorde) desta sexta geração do Opel Corsa.

A secção dianteira é maioritariamente ocupada pelas duas grelhas frontais, sendo que a inferior já inclui o radar de proximidade em relação aos carros que circulam à nossa frente e a superior é que tem a missão de dar destaque ao logo da marca. As óticas dianteiras contam com a assinatura visual da Opel, em L, mas numa posição mais inferior, de forma a que o grupo ótico possa incluir o sistema de iluminação totalmente em LED com sistema de matriz, presente na unidade ensaiada e pela primeira vez num modelo deste segmento.

Lá atrás, as linhas são ainda mais aproximadas das que conhecemos da recente atualização da gama Astra, com o comando de abertura do portão traseiro escondido debaixo do logo da marca e com o desenho das óticas (com um sistema de iluminação em LED) bastante familiar e com uma linha tipicamente Opel. A asa traseira traz um toque mais desportivo ao conjunto e tanto a posição da matrícula como o farol de nevoeiro parecem colocados no sítio certo, deixando um visual limpo, composto e cativante pela sua simplicidade.

Assim que entramos no habitáculo notamos que houve um trabalho grande para manter o visual do Corsa muito próximo do que estamos habituados na marca, sem correr o risco de adotar comandos simples que associamos facilmente a outros modelos. O mesmo acontece com o grafismo do computador de bordo e do sistema de navegação, ainda que este último já inclua funções e comandos que são frutos da entrada da marca num novo grupo. O facto de estarmos a tocar neste ponto não quer dizer que seja uma má opção, bem pelo contrário e o novo Corsa é a melhor forma de explicar que se pode chegar a um excelente resultado se houver algum cuidado com a escolha dos mais variados componentes. Nesta versão mais equipada só ficámos com pena de não ser incluído um painel de instrumentos totalmente digital, mas nem sequer falta o habitual tubarão que a Opel gosta de incluir a bordo deste modelo.

Em termos de espaço, o Opel Corsa fica perfeitamente alinhado com os melhores do segmento, tanto nos lugares traseiros como nos dianteiros, fruto do desenho da carroçaria e desta nova plataforma modular, que empurra as rodas para as extremidades da carroçaria e deixa muito espaço disponível para os mais variados tipos de motorização e um habitáculo amplo e cativante. A posição de condução é correta e a escolha de materiais é cuidada, com diversas áreas de toque mais agradável e que não incluem elementos decorativos desnecessários. O ambiente a bordo só não fica numa posição mais elevada, pois ainda existe um ruido de rolamento e aerodinâmico uns furos acima do desejado e uma motorização que é tradicionalmente mais ruidosa que a restante oferta da gama.

O motor de 1,5 litros com 100 cavalos de potência é perfeitamente adequado às proporções do Opel Corsa, sendo que veio para as nossas mãos com apenas quatro quilómetros no totalizador e arrancou para uma viagem de autoestrada com quatro pessoas a bordo e debaixo de chuva intensa. Nos primeiros 50 quilómetros começámos a achar que os valores de consumo indicados pelo computador de bordo pouco ou nada tinham a ver com os fornecidos pela marca, mas depois disso, começaram a descer gradualmente e terminámos uma viagem de 500 quilómetros, que acabou por incluir bastante trânsito e deslocações em cidade a velocidade mais reduzida com uma muito simpática média de 4,9 litros.

Mesmo com a capacidade próxima da lotação total, o Corsa provou que a aposta num peso mais reduzido traz inúmeros benefícios e que não será difícil registar médias de consumo ainda mais comedidas, depois de somados mais alguns quilómetros ao totalizador e nos dias em que não há tanta gente e bagagem a bordo do carro. Ainda assim, notámos que o bloco de 1,5 litros prefere circular em regimes acima das 1.750 rpm e em velocidades dentro dos limites legais. Mas mesmo com chuva intensa e com a tradicional azáfama dos condutores que têm medo de algumas condições meteorológicas, o Corsa oferece uma deslocação em perfeita segurança, tal como se fosse um carro de um segmento acima, graças principalmente a uma suspensão mais firme e tipicamente Opel, que o deixa bem colocado em estrada e a transmitir uma boa dose de segurança a quem vai ao volante.

A versão Elegance é mais equipada da gama Corsa e só não é a mais cara, pois ainda existe uma GS Line, de visual mais desportivo. Com a motorização diesel como a da unidade ensaiada, o Opel Corsa 1.5 Turbo D Elegance conta com um preço de tabela de 22.410 euros, já incluindo muito recheio na sua lista de equipamento de série. No entanto, a unidade ensaiada é uma daquelas de demonstração, que inclui tudo e mais um par de botas. Bem, o par de botas talvez não, mas há diversos equipamentos que temos mesmo de referir por termos gostado tanto deles.

Os primeiros têm a ver com a decoração exterior do Corsa, com a pintura metalizada e com o teto de cor negra, mas também com as jantes de liga leve de 17 polegadas e com os faróis dianteiros em LED. Estes são os elementos que mudam consideravelmente o visual do Corsa para melhor. Depois, vêm os equipamentos essenciais para os apaixonados por tecnologia, como o carregamento do telefone sem fios, o sistema de navegação com o monitor tátil de maiores dimensões, o sistema de parqueamento automático do Corsa que funciona na perfeição e o arranque sem chave, que dá uma maior liberdade de utilização, principalmente nos dias de chuva em que a chave do carro está sempre perdida no bolso das calças de acesso mais difícil. Como poderá adivinhar não são equipamentos baratos, mas trazem este Opel Corsa para a realidade que ele merece, podendo voltar a rivalizar com todos os modelos deste tão concorrido segmento.

VEREDICTO
A sexta geração do Opel Corsa é, como não poderia deixar de ser, a melhor de sempre. Com esta versão diesel consegue emissões poluentes muito reduzidas, médias de consumo muito cativantes e na versão Elegance, a mais equipada de todas, fica com um preço ligeiramente acima dos 22 mil euros.

FICHA TÉCNICA

Opel Corsa 1.5 Turbo D Elegance

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta com turbo; Cilindrada (cm3): 1.499; Potência máxima (cv/rpm): 100/3.500; Binário máximo (Nm/rpm): 250/1.750; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa manual de seis velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Eixo de torção; DIMENSÕES:Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.060/1.765/1.433; Distância entre eixos (mm): 2.538; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.489/1.488; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos; Peso (kg): 1.094; Capacidade da bagageira (l): 309 Depósito de combustível (l): 44; Pneus (fr./tr.): 205/50 R17; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 10,2; velocidade máxima (km/h) 188; CONSUMOS: urbano/extraurbano/combinado (l/100 km): 3,7/2,9/3,2; Emissões de CO2 (g/km) 85;

PREÇO (versão Elegance): 22.410 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 28.486 euros

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