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O lítio está mesmo em crise?

Muitas vezes apelidado de “petróleo branco”, o lítio parece atravessar a sua primeira crise desde que foi eleito como uma das tendências do setor energético.

A quebra verificada junto dos veículos elétricos está a afetar os produtores de lítio, uma vez que este é o mineral utilizado no fabrico das baterias destes automóveis.

Dados da Canaccord apontados pela Reuters indicam que empresas como Albemarle e Tianqi Lithium estão a produzir mais lítio do que os fabricantes automóveis precisam neste momento. A oferta a nível global ultrapassa a procura em cerca de 5%.

Em simultâneo, as vendas de veículos eléctricos na China – o maior mercado para esta alternativa – caíram perto de um terço no passado mês de setembro, na sequência de um abrandamento dos subsídios atribuídos pelo governo. Segundo aponta a Jefferies, este foi o terceiro mês consecutivo de recuo.

A nível global, a média de preços desceu mais de 50% desde o início de 2018, revela ainda a Benchmarck Mineral Intelligence. Ainda assim, os analistas parecem antecipar um futuro risonho para o lítio, olhando para os próximos 10 anos.

O maior desafio poderá estar mesmo – ainda que paradoxalmente – na capacidade de responder à procura crescente que se prevê a longo prazo. Segundo Joe Lowry, analista independente citado pela mesma agência noticiosa, a questão que se coloca é como a indústria será capaz de produzir pelo menos 800 mil toneladas até 2025, tendo em conta a capacidade actual.

Chris Berry, outro analista independente, considera que a popularidade de modelos anunciados por marcas como Volkswagen e Tesla implicarão investimentos massivos na indústria do lítio, na ordem dos milhares de milhões de dólares.

Agora, porém, a reação dos produtores de lítio à quebra do preço vai no sentido inverso, uma vez que passa por reduzir os gastos.

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