Notícias actualizadas ao minuto sobre o sector automóvel

Trotinetes danificadas: Lime aposta no street artist Rui Alexandre Ferreira

Um ano depois de ter chegado a Portugal, a marca líder em mobilidade partilhada aliou a durabilidade dos constituintes das trotinetes à criatividade de RAF (acrónimo de Rui Alexandre Ferreira).

O projeto que vai invadir as ruas da capital quer reforçar o carácter sustentável da Lime e combater a ideia de que as trotinetes são descartáveis.

“A expetativa de vida útil dos modelos de trotinetes mais recentes (geração 3) corresponde a mais de um ano de uso intensivo. Adicionalmente, quando este período chega ao fim, 97% dos constituintes da trotinete são recicláveis, assim como 70% dos constituintes das baterias. Os restantes componentes, não recicláveis, são transformados em componentes biodegradáveis e utilizados como fonte de energia e matéria-prima para as trotinetes”, explicou Nuno Inácio, diretor de expansão da Lime em Portugal.

Em Portugal desde o dia 4 de outubro de 2018, a operadora desenvolve internamente o processo de produção das trotinetes para garantir que os utilizadores têm acesso ao produto mais robusto e duradouro possível e conta com uma equipa de cerca de 30 mecânicos cuja missão é reparar e reutilizar as peças das trotinetes danificadas.

“Outro mito associado às trotinetes está relacionado com o processo logístico de carregamento das baterias, já que, à primeira vista, muitas pessoas pensam que anula os benefícios ambientais das trotinetes. Considerando que a expectativa de vida útil das trotinetes supera um ano de uso intensivo, o impacto positivo da frota é superior ao impacto que o processo logístico ainda apresenta para o ambiente. Além disto, em Lisboa, dispomos de duas bicicletas de carga que apoiam o processo de recolha e distribuição das trotinetes pela cidade”, concluiu o responsável.

Foi precisamente com o objetivo de desmistificar algumas ideias erradas sobre a durabilidade da frota que a Lime decidiu dar uma nova vida a 15 trotinetes que estavam degradadas. O restauro ficou nas mãos de um street artist lisboeta: formado em Design de Equipamento e Realização Plástica do Espetáculo, RAF é responsável pelo MU Workspace — Creative Cowork, espaço que fundou em 2011 para acolher freelancers criativos, empreendedores, artistas, autores, empresários.

No primeiro ano de operação em Lisboa, a Lime registou mais de 1,8 milhões de viagens, nas quais os utilizadores percorreram quase dois milhões de quilómetros. Ao todo, foi evitada a emissão de mais de 120 toneladas de CO2 para a atmosfera.

Ler Mais
OUTRAS NOTÍCIAS
Comentários
Loading...

Multipublicações

Human Resources
Estas profissões vão desaparecer já a partir deste ano. Saiba se a sua é uma delas
Marketeer
Adidas espera crescer à boleia de Beyoncé