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Marcas deverão despedir 80 mil pessoas nos próximos anos

Confrontados com o abrandamento do mercado e os avanços tecnológicos, os construtores automóveis planeiam cortar mais de 80 mil empregos nos próximo anos.

Os despedimentos vão concentrar-se na Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, e nem mesmo o mercado automóvel chinês – o maior do mundo – estará imune ao desinvestimento de grandes marcas, indica a Bloomberg.

Na semana passada, a Daimler e a Audi anunciaram o corte de quase 20 mil trabalhadores, juntando-se a uma lista de empresas que inclui a General Motors, a Ford e a Nissan.

Ao mesmo tempo, as vendas globais deverão registar uma redução em relação ao ano passado. A Associação Alemã da Indústria Automóvel (VDA, na sigla em inglês) antevê uma queda de 5% nas vendas global, a mais acentuada desde a última crise financeira, para um total de 80,1 milhões de veículos, este ano.

“A concorrência está a ficar mais apertada e as dificuldades a aumentar”, afirmou o presidente da VDA, Bernhard Mattes, citado pela Reuters, acrescentando que as vendas deverão voltar a registar uma quebra no próximo ano -78,9 milhões de carros, o nível mais baixo desde 2015. Mattes sublinha ainda que os avanços tecnológicos são uma ameaça para 70 mil postos de trabalho na próxima década.

Também a Associação de Fabricantes Automóveis Internacionais (VDIK, na sigla em inglês) aponta que as vendas de carros novos na Alemanha deverão cair 6,2%, para 3,35 milhões em 2020. Já as vendas de veículos elétricos deverão crescer mais de metade (60%), para 160 mil unidades.

Os números da IHS Markit também não são animadores, prevendo-se uma redução de quase 6% na produção automóvel – para 88,8 milhões em 2019.

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