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Renault lamenta morte do pai da Dacia

Gérard Detourbet, pai dos Dacia Logan, Sandero, Duster e Kwid – que representam atualmente 35% das vendas do Grupo Renault -, morreu aos 73 anos, dia 5 de dezembro.

“É com muita emoção que o grupo Renault soube da morte de Gérard Detourbet”, afirmou Clotilde Delbos, CEO da Renault, em mensagem publicada no LinkedIn. “Com quase 50 anos de carreira no seio do grupo […], foi um ator importante em muitos dos projetos da empresa. Visionário […], Detourbet está na origem do conceito de veículo acessível”,  afirmou ainda Delbos que enviou, à família e entes queridos, os “sinceros pêsames” em nome de todos os funcionários do grupo francês.

Presente nos quadros da Renault desde 1971, Gérard Detourbet começou a carreira nas áreas de ciência da computação, chapas e mecânica, até se tornar diretor em 1997. Era Doutor (Ph.D.) em matemática e, embora desconhecido de grande parte do público, cultivava enorme respeito e admiração nos bastidores.

Entre outras coisas, era conhecido como homem de projetos “malucos” considerados inviáveis, fama que o levou a abraçar, em 2004, o desenvolvimento de um veículo de baixo custo para mercados emergentes – nascia assim o Logan na Roménia.

“A estratégia da Dacia é bastante simples: define-se um preço de venda e produz-se o carro. Se algum recurso é demasiado caro, retira-se. Cada peça tem que ser pensada cêntimo a cêntimo”, costumava explicar Detourbet. “Para ter sucesso, é preciso pensar e organizar-se de maneira diferente”. Foi esta filosofia que permitiu a criação do Sandero e do Duster – todos irrefutáveis sucessos comerciais tanto em mercados desenvolvidos como os da Europa como em países emergentes como Brasil e Índia.

Já em 2011, perto da idade da reforma, Detourbet recebeu do então CEO da Renault, Carlos Ghosn a missão de desenvolver algo ainda mais desafiante: o Kwid. Assumindo o desafio, Detourbet mudou-se de armas e bagagens para Chennai, na Índia, onde morou durante todos os anos de desenvolvimento do projeto num quarto de hotel.

“Para o Kwid e as suas versões foram investidos 420 milhões de euros – metade do que um projeto “normal” requer”, orgulhava-se de dizer.

O último trabalho de Detourbet foi supervisionar o desenvolvimento do K-ZE, versão elétrica do Kwid vendida na China desde abril.

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