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Matrículas de quatro letras estão a chegar. O IMT está atento a combinações maldosas

Depois de promulgado pelo Presidente da República o diploma do Governo que altera o regulamento do número e chapa de matrícula, uma pergunta impõe-se: haverá combinações proibidas?

Ao abrigo do diploma do Governo, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) já admitiu, numa mensagem aos agentes do setor automóvel, que as novas matrículas poderão deixar de exibir a área amarela com o ano e o mês do seu primeiro registo.

O IMT espera que a nova sequência tenha uma longevidade maior, já que, também pela primeira vez, vão ser usadas as letras Y, K e W. Isto permitirá a criação de combinações suficientes para atribuir cerca de 28 milhões de matrículas em Portugal.

De fora destas novas combinações de matrículas ficarão apenas conjuntos de letras que, colocadas lado a lado, possam formar palavras obscenas ou menos próprias.

Matrículas especiais

O modelo de matrícula “AP-00-00” é reservado e destinado exclusivamente a veículos da Marinha Portuguesa, enquanto as matrículas “MX-00-00” continuarão reservadas às viaturas do Exército Português e as “AM-00-00“ à Força Aérea Portuguesa.

As matrículas com sequência “GNR x-0000” são reservadas a veículos da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Entre outros casos, como as matrículas reservadas a diplomatas ou funcionários em missões internacionais, terão também as suas atualizações previstas.

Evolução

Até 1911, os automóveis em Portugal não tinham matrículas. Eram poucos e não parecia necessário. Nesse ano, no entanto, um decreto de lei passou a obrigar à identificação dos automóveis que circulassem na via pública. Mas bastavam poucas letras e números. Era uma letra e três algarismos. A letra indicava a zona do país (norte, centro ou sul). Podíamos então cruzar-nos com veículos N-123, C-123 ou S-123.

Em 1937, passou a utilizar-se a combinação de duas letras e quatro números. As letras estiveram colocadas no início (AA-00-00), depois no fim (00-00-AA) e mais recentemente no meio (00-AA-00).

Num primeiro momento, quando as letras estavam no início, os carros da zona norte incluíam as combinações de M a T (exceto MM que estava reservada para os automóveis antigos que tiveram de substituir as suas matrículas).

Em 1937, o sistema inaugurou com a forma AA-22-22, que não prescinda de uma referência à zona de registo. Na zona norte, estavam reservadas as combinações de M a T, seguidas de dois grupos de algarismos. A exceção eram as combinações MM e MN, reservada para os automóveis antigos.

Os veículos da zona centro eram identificados pelas letras de U até Z (exceto o UU para os automóveis antigos). Para sul, estavam reservadas as combinações de A a L. Também os conjuntos AA a AD se destinavam aos automóveis anteriores a 1937.

O modelo vigorou até 31 de dezembro de 1991 – matrículas pretas com letras e algarismos brancos.

A partir de 1992

A partir de 1992, as matrículas mantiveram os quatro algarismo, passando as letras para o final (00-00-AA). Deixou de haver a distinção regional e a chapa passou a ser retrorrefletora, com fundo branco e letras/algarismos de cor preta. Passou também a incluir o símbolo comunitário do lado esquerdo: 12 letras amarelas e a letra P, de Portugal, a branco, sobre fundo azul.

Em 1998, foi introduzida uma alteração adicional com a colocação, do lado direito da chapa, da identificação relativa ao ano e mês de atribuição da primeira matrícula. Treze anos depois o modelo estava esgotado e, em 2005, passou-se para a atual combinação que está agora também a terminar: 00-AA-00.

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