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A carta da polémica: Saiba o que escreveu Carlos Ghosn

O canal de televisão BFM TV divulgou esta quarta-feira a carta, enviada há um ano, em que o ex-líder do grupo Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, reivindica o seu direito a uma reforma de 770 mil euros anuais da Renault.

Na carta (imagem acima), a que a estação televisiva francesa teve acesso, Ghosn escreveu: “Eu, abaixo assinado, tenho a honra de o informar da minha decisão de pôr termo aos meus cargos”. No segundo parágrafo, refere o seu direito à pensão da construtora automóvel, da qual era funcionário desde 1996.

 

A Renault assegura que o ex-empresário renunciou por iniciativa própria a 23 de janeiro de 2019 e, na altura, não reivindicou os seus direitos à reforma.

Mas Ghosn, que fugiu do Japão para Beirute a 30 de dezembro, tem um entendimento diferente e avançou com uma ação contra a fabricante de automóveis francesa, alegando que a carta assinada – quando ainda estava preso – não tem validade.

“Dizem que eu me demiti da Renault, o que é falso. A carta que enviei não foi, aliás, entregue ao Conselho de Administração, foi lida a membros do Conselho de Administração”, disse durante uma conferência de imprensa na semana passada na capital libanesa, a primeira desde que foi detido em 2018.

Também os seus advogados afirmam que as autoridades japonesas forçaram Ghosn a assinar o documento.

Recorde-se que Ghosn, de 65 anos, ia ser julgado este ano, estando acusado dos crimes de desvio de dinheiro, fraude fiscal e gestão danosa, mas fugiu para o Líbano para livrar-se da “injustiça e perseguição política” de que diz ser vítima. De acordo com a imprensa japonesa, Ghosn apanhou, no dia 29 de dezembro do ano passado, um comboio entre Tóquio e Osaka, de onde embarcou num avião particular com destino a Istambul, Turquia. No dia seguinte, rumou a Beirute, no Líbano, num outro avião.

O ex-magnata do setor automóvel foi preso pela primeira vez em novembro de 2018. De acordo com a acusação, não reportou cerca de 82 milhões de dólares (73 milhões de euros) em salários e transferiu perdas financeiras pessoais para a Nissan.

Foi libertado a 6 de março do ano passado, após pagar uma fiança. No entanto, no mês seguinte, foi novamente preso. Ainda em abril, voltou a sair da prisão mediante o pagamento de nova caução, ficando em prisão domiciliária, impedido de sair do Japão e de contactar a mulher, Carole Ghosn.

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