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#Ensaio – Mazda 3 HB 2.0 SKYACTIV-G – Rebelde com uma causa

O novo Mazda 3 é o modelo responsável pela renovação da marca nipónica, introduzindo novas tecnologias, mas mantendo a ligação entre o homem e a máquina que tanto caracteriza a Mazda.

Os últimos anos brindaram-nos com diversas surpresas por parte da Mazda, algumas delas acompanhadas de designações estranhas e complicadas soluções tecnológicas, sempre acompanhadas de termos nipónicos que pareciam requerer um manual de instruções para os percebermos a todos. Mas agora, tudo isto parece fazer sentido com a chegada da nova geração do Mazda 3, encarregue de dar início a uma nova era para a marca.

As designações estranhas, afinal, representam uma família de inovações tecnológicas que têm o objetivo de otimizar o funcionamento de todos os componentes de cada modelo. E os termos nipónicos são apenas os conceitos que ainda fazem com que o prazer de condução não se dissipe e que cada condutor ainda possa apreciar cada quilómetro da melhor forma enquanto conduz, efetivamente, um automóvel, algo que parece estar a tornar-se cada vez menos comum.

Todas estas coisas começam a fazer mais sentido à medida que vamos conhecendo o novo Mazda 3. O Kodo Design, ou a alma do movimento, conhece aqui uma nova expressão, com um resultado bem mais apelativo. Os painéis da carroçaria parecem agora revelar novos traços e contornos à medida que a luz incide sobre eles e todo o Mazda 3 está mais apelativo e moderno que nunca.

A bordo, a ideologia Jinba Ittai descreve a união e entre o cavalo e o cavaleiro, ou neste caso, entre o condutor e a máquina. Tal como já acontece há uns anos, todos os componentes destinados à condução estão perfeitamente onde devem estar, sem cedências em termos de ergonomia. E a bordo do Mazda 3, todos os comandos essenciais podem ser encontrados sem sequer olharmos para eles, uma vez que estão instalados num local perfeito.

Com o novo Mazda 3, no entanto, chega uma nova imagem no habitáculo, que dispensa arestas desnecessárias e todos os elementos que possam confundir a visão. Na zona superior do tablier, apenas encontramos o novo monitor retangular do sistema de infoentretenimento, que é controlado através do comando rotativo instalado entre os assentos dianteiros. De resto, a posição de condução é excelente e o espaço disponível a bordo é suficiente para quatro adultos com um bom nível de conforto, sendo apenas a janela traseira um pouco mais “fechada” do que gostaríamos devido ao desenho deste modelo.

A designação SKYACTIV-G colada na tampa da bagageira significa que debaixo do capot está instalado o motor de dois litros, a gasolina, com 122 cavalos de potência. Trata-se da unidade que também inclui o sistema de desativação de cilindros, quando não estão a ser necessários, mas também um sistema híbrido mais simples, com um pequeno motor elétrico capaz de ajudar o de combustão nos momentos em que temos de exigir um pouco mais dele e com uma bateria de 24V que consegue armazenar a energia gerada pelas desacelerações e travagens. Estes são os dois elementos que conseguem fazer com que as médias do motor a gasolina de dois litros sejam mais comedidas e menos poluentes, ainda que os seus 122 cavalos de potência, por vezes, acabam por saber a pouco. Numa estrada mais retorcida, é fácil perceber o que o chassis do Mazda 3 está preparado para maiores voos e que a sua direção precisa e caixa de velocidades mereciam uma opção que tirasse mais partido destes componentes. Mas a Mazda também já está a tratar disso.

A versão base, com o nível de equipamento Evolve, tem um preço um pouco acima dos 26 mil euros, mas se adicionarmos o Pack Sport e o Pack i-Active, com a nova pintura Polymetal Grey, ficamos com um modelo igual ao que vemos nas imagens, que tem um preço final abaixo dos 29 mil euros. Se tivéssemos acesso ao configurador da marca, no entanto, ainda adicionávamos o Pack Sound a este valor, uma vez que inclui o elaborado sistema de som da Bose por pouco mais de 500 euros e em vez do Polymetal Grey que fica muito bem no Mazda 3, continuamos a não conseguir dispensar a presença do tom Soul Red Crystal, que parece ser a escolha perfeita para qualquer um dos modelos da marca nipónica. Aliás, basta percorrer o site da Mazda para ver que não somos os únicos com esta ideia. Se não quiser ter o trabalho de escolher opções e pacotes de equipamento, tem disponível a versão Excellence do Mazda 3 que simplifica a escolha, uma vez que inclui… tudo. É só escolher a cor da carroçaria e pronto.

VEREDICTO
A motorização a gasolina do Mazda 3 é um dos seus principais trunfos, num conjunto que eleva o kodo design a novo patamar e que não tem uma etiqueta de preço descabida. A condução continua mais filtrada do que o desejado, mas, de uma forma geral, a experiência é muito positiva.

FICHA TÉCNICA

Mazda 3 HB 2.0 SKYACTIV-G Evolve (Pack i-Active + Pack Sport)

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta; Cilindrada (cm3): 1.998; Potência máxima (cv/rpm): 122/6.000; Binário máximo (Nm/rpm): 213/4.000; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa manual de seis velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Barras de torção; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.460/1.795/1.435; Distância entre eixos (mm): 2.725; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.570/1.580; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos; Peso (kg): 1.275; Capacidade da bagageira (l): 358; Depósito de combustível (l): 51; Pneus (fr./tr.): 215/45 R18; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 10,4; velocidade máxima (km/h) 197; CONSUMOS: baixa velocidade/média velocidade/alta velocidade/extra-alta velocidade/combinado (l/100 km): 8,4/6,0/5,2/6,2/6,1; Emissões de CO2 (g/km) 139;

PREÇO (versão base): 26.409 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 28.682 euros

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