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Alemanha pondera imposição de limite de velocidade nas famosas ‘Autobahn’

A Autobahn é uma das imagens de marca da Alemanha, a autoestrada sem limites de velocidade que faz as delícias de quem tem o pé pesado.

O Conselho Federal (Bundesrat) alemão vota esta sexta-feira uma  proposta para introduzir um limite de velocidade de 130 km/h nas autobahns (autoestradas) do país. A medida visa reduzir as emissões de gases poluentes e reduzir as mortes em acidentes de viação.

A oposição (férrea) de políticos, associações automobilísticas alemãs e a própria Indústria Automóvel germânica torna bastante improvável a aprovação da medida, mas o facto do Conselho Federal estar a discutir a limitação da velocidade nas autoestradas da Alemanha mostra a importância das preocupações ambientais.

Mesmo que a medida não seja aprovada, é improvável que a questão desapareça da agenda política, especialmente porque o Partido Verde alemão tem feito da medida bandeira na luta contra as emissões de gases poluentes e proteção do meio ambiente.

A Alemanha abriu a primeira autoestrada em toda a Europa em 1921 e o país orgulha-se que os seus automóveis de alto desempenho ultrapassem os 320 km/h nas autobahns.

Não há limite de velocidade em cerca de 60% das autoestradas alemãs, embora haja restrições em alguns troços nos arredores das cidades ou quando existem obras na via. Uma pesquisa apontou que 51% dos alemães são a favor da introdução de um limite de velocidade de 130 km/h nas autobahns, enquanto 47% são contrários à medida.

Observadores consideram o setor dos transportes como um setor chave para que a Alemanha alcance as suas metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa. De acordo com o Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis), o trânsito na Alemanha foi responsável, em 2017, pela emissão de 115 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Em comparação com 2010, tal representou um aumento de 6%.

Os oponentes do limite de velocidade afirmam, quanto a eles, que as autobahns alemãs não são tão perigosas quanto a sua reputação. Segundo dados de 2017 do Instituto Federal de Pesquisas Rodoviárias, elas respondem por cerca de um terço dos trajetos percorridos com automóveis – mas apenas uma em cada oito mortes de viação (12,9%) ocorreu numa autobahn. E destes óbitos, metade foi o resultado de não respeito pelo código da estrada e não por causa da velocidade.

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