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Renault com primeiros prejuízos em 10 anos perde 141 milhões de euros

Pela primeira vez desde 2009, a Renault entrou no vermelho em 2019 com um resultado líquido negativo de 141 milhões de euros (em comparação com os 3,302 milhões de lucro obtidos em 2018). Com estes resultados, as ações caíram cerca de 4% na Bolsa de Paris, valores mínimos que não se viam desde junho de 2012.

Com o anúncio destes resultados, a fabricante francesa decidiu cortar na remuneração dos acionistas, não indo além dos 1,10 euros por ação – há um ano, a Renault tinha pagado 3,55 euros por ação.

“Não estamos satisfeitos com estes resultados”, afirmou a CEO interina da Renault, Clotilde Delbos, que vai ter o seu lugar ocupado por Luca de Meo, antigo presidente da SEAT, em julho.

A marca francesa foi penalizada pela redução da procura no setor automóvel, mas sobretudo por provisões e imparidades relacionadas com vários negócios, com destaque para as joint-ventures na China (com a Daimler) e a aliança com a Nissan.

A Renault, detida em 43% pela japonesa Nissan, viu as receitas descerem 3,3% para 55,54 mil milhões de euros, em linha com as estimativas dos analistas. Para este ano, a marca francesa estima receitas em linha com as alcançadas em 2019 e uma margem operacional entre 3 e 4% (abaixo dos 4,8% de 2019 e do anteriormente previsto pela companhia).

Delbos anunciou ainda um plano de corte de custos para poupar dois mil milhões de euros nos próximos três anos.

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