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Bird: Plataforma de partilha de trotinetes despede 400 por videochamada

A Bird, plataforma norte-americana de partilha de trotinetes que chegou a Portugal em abril de 2019, despediu mais de 400 pessoas através de uma videochamada, indica o site Dot.La.

O despedimento aconteceu nos EUA através da plataforma Zoom, onde o seu fundador, Travis VanderZanden, agendou uma reunião com centenas de funcionários, às 10h30 da sexta-feira da semana passada, sem ninguém saber quem fazia parte dos convocados, nem poder colocar qualquer questão – algo que não acontecia habitualmente. Rapidamente, os funcionários começaram a falar com os colegas, na tentativa de saber quem tinha sido convocado para a chamada.

Não havia qualquer som do outro lado, existia apenas uma imagem de fundo, com a palavra COVID-19, escrita em maiúsculas e em cinzento escuro. Cinco minutos depois da hora prevista, surgiu uma voz, em tom robótico, que disse: “Esta é uma forma subótima de vos deixar esta mensagem. A Covid-19 tem tido um impacto massivo no nosso negócio, o que forçou a nossa administração a tomar decisões extremamente difíceis e dolorosas. Uma dessas decisões passa por eliminar vários postos de trabalho na empresa. Infelizmente, o vosso posto foi afetado pela decisão”.

A reunião, programada para durar cerca de meia hora, acabou por ser um pequena mensagem de apenas dois minutos – uma situação que indignou os trabalhadores da Bird, acusando a empresa de recorrer a um robot para despedir pessoas.

O líder da Bird diz que a mensagem não foi pré-gravada, considerando ainda que desligar o vídeo “foi a atitude mais humana a tomar”, ainda que ao refletir sobre o assunto acredite que “deveríamos ter feito chamadas individuais com cada uma das pessoas afetadas”.

Para além do insólito de toda a situação, enquanto a Bird estava a comunicar os despedimentos, foram reiniciados os computadores dos funcionários despedidos, que perderam todos os acessos. Soube-se, entretanto, que a administração da empresa tinha pedido aos serviços técnicos uma solução em que, com apenas um botão, se tornasse possível “desligar” os funcionários.

O ambiente na empresa já se encontrava tenso, uma vez que tinha existido uma suspensão da sua atividade mundial nas últimas semanas, altura em que todos os funcionários começaram a trabalhar remotamente, devido à pandemia de Covid-19.

Em 2018, a Bird tornou-se no unicórnio mais rápido de sempre. Passou a ser avaliada em mais de mil milhões de dólares apenas alguns meses depois de ter começado a partilhar trotinetes nos Estados Unidos e, depois, na Europa.

Tanto que no dia 1 de abril de 2019 a Bird chegou a Lisboa – tornou-se nessa altura a 9.ª plataforma de partilha de trotinetes a operar na capital portuguesa – com uma frota de 250 trotinetes. Já em janeiro deste ano, a empresa tinha suspendido as suas atividades em Lisboa “até à primavera”.

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