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#Ensaio – Nissan Leaf e+ 62 kWh – Expandir horizontes

A nova versão e+ do Nissan Leaf vê melhoradas as capacidades do seu sistema elétrico, através de uma motorização mais potente e uma bateria com mais capacidade, que lhe permite uma maior autonomia.

O Nissan Leaf foi o automóvel elétrico que mostrou a toda a gente que, afinal, este assunto dos automóveis elétricos até nem era assim tão complicado. A sua segunda geração trouxe-nos um modelo de visual mais moderno e atual, com linhas que já não eram tão estranhas ao olhar, mas ficou a faltar uma bateria mais evoluída e com uma maior capacidade, com o objetivo principal de aliviar a ansiedade do carregamento. Para preencher esta lacuna, a Nissan passou a ter disponível o Leaf e+, com 150 cavalos de potência e com uma autonomia que chega agora muito perto dos 400 quilómetros.

Visualmente, não existem diferenças face à versão que já conhecemos, a não ser que se abra a tampa de carregamento instalada na parte da frente do Leaf e se descubra a nova tomada de carregamento com uma tampa azul e um novo logo. No caso da unidade ensaiada, com o nível de equipamento mais completo, estão também presentes diversos elementos decorativos em azul, incluindo o tejadilho e frisos nos para-choques, mas também na grelha frontal, em conjunto com um efeito tridimensional.

A bordo, a primeira coisa que notamos é a posição de condução mais elevada, devido à presença do conjunto de baterias instalado debaixo do habitáculo, tal como acontece com as outras versões deste modelo. Ainda assim, lá nos conseguimos habituar à posição de condução (que apesar de tudo é muito melhor que a do seu antecessor) e continua a haver espaço disponível para cinco pessoas a bordo. Os passageiros dos lugares traseiros contam com um espaço razoável para as pernas e a bagageira também oferece uma volumetria compatível com a maioria das coisas que estes possam transportar.

Em termos de equipamento, esta nova versão do Leaf não conta com grandes novidades, uma vez que a versão existente já contava com uma oferta bastante completa, especialmente nesta versão Tekna, o topo da gama. A mais recente evolução do Nissan Leaf já conta com uma forte aposta na conectividade e não só é possível conectar o seu telefone ao sistema de infoentretenimento, usando as funções Apple CarPlay ou Android Auto, como é possível aceder a diversas funções e informações através de uma aplicação que poderá ter instalada no seu smartphone.

Depois de arrancar, o Leaf mostra-nos de imediato porque é que ainda é um dos automóveis elétricos preferidos no nosso mercado. A sua facilidade de condução é simplesmente incrível e esta nova versão e+ com os seus 214 cavalos, é ainda mais agradável de conduzir. E como a autonomia também está agora próxima dos 400 quilómetros, a preocupação com o carregamento é ainda menor, uma vez que conseguimos passar algum tempo sem sequer pensar nisso e até em efetuar algumas viagens mais longas em puro silêncio.

A função e-Pedal é um trunfo quando circulamos em cidade, uma vez que o Leaf aproveita todo e qualquer metro para regenerar energia, fazendo com que a autonomia indicada pelo computador de bordo demore cada vez mais tempo a diminuir. Em algumas deslocações com um pouco de trânsito à mistura conseguimos mesmo adicionar quilómetros a este valor, o que demonstra a elevada capacidade de regeneração do sistema.

Tal como acontece em grande parte dos automóveis elétricos, o Leaf desafia-nos a gastar o mínimo de energia possível, mas também a regenerar o máximo de energia, tirando o pé do acelerador nas descidas ou em qualquer momento de desaceleração. E assim que chegamos ao destino, o computador de bordo indica-nos a média de consumo que acabámos de fazer e compara-a com a melhor que temos registada.

O preço do Nissan Leaf e+ passou para os 43 mil euros, destinados a pagar a autonomia extra do sistema de baterias mais evoluído, mas se a autonomia não for bem uma prioridade, a marca nipónica continua a ter disponível a versão com bateria de 40 kWh e 150 cavalos de potência por um valor bem mais simpático. E nesse caso, o Leaf torna-se ainda mais apetecível para quem tem o assunto dos carregamentos controlados, com a presença de uma Wallbox em casa, por exemplo, ou para quem percorra um número de quilómetros diários que seja compatível com os 270 quilómetros de autonomia desta versão. Ou seja, a grande parte dos condutores que se deslocam para as grandes cidades diariamente.

Afinal, aquela questão da ansiedade do carregamento de que lhe falávamos há pouco, nem sequer tem muito a ver com o automóvel propriamente dito nem com o seu sistema de baterias e sim com as dificuldades de carregamento que os condutores possam ter. Particularmente, aqueles que estão muito mais habituados a encontrar um posto de combustível em menos de cinco minutos e a demorar, talvez, o mesmo tempo a abastecer e a pagar o combustível.

Num curto teste na margem sul do Tejo, não conseguimos encontrar uma única solução de carregamento para o Leaf. Primeiro, porque a grande maioria dos pontos de carga estão avariados ou com a mensagem “em manutenção” há alguns meses. E depois, porque os poucos existentes já não conseguem ser suficientes para o constante crescimento do número de automóveis elétricos em circulação. E este sim, é que é um dos problemas mais complicados para quem está a equacionar a compra de um automóvel elétrico.

VEREDICTO

Não temos qualquer problema em afirmar que o Nissan Leaf será uma das melhores escolhas que poderá fazer, não apenas pela autonomia acrescida desta versão e+, como pelas mais variadas possibilidades de reduzir o preço final de venda ao público. No caso da unidade ensaiada, por exemplo, o valor de tabela fica já acima dos 46 mil euros, mas se optar pelo financiamento da marca e se tiver uma viatura para entregar como retoma, este valor pode passar para os 43.550 euros. Como alguém diria, é uma questão de fazer as contas…

FICHA TÉCNICA

Nissan Leaf e+ 62 kWh

MOTOR: elétrico síncrono; Potência máxima (cv/rpm): 214/n.d.; Binário máximo (Nm/rpm): 340/n.d.; TRANSMISSÃO: Tração dianteira; Caixa automática de relação única; Suspensão (fr./tr.): Independente, tipo McPherson; Eixo de torção; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.490/1.788/1.540; Distância entre eixos (mm): 2.700; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.555/1.545; Travões (fr./tr.) Discos vent./Discos; Peso (kg): 1.670; Capacidade da bagageira (l): 435; Depósito de combustível (l): n.d.; Pneus (fr./tr.): 215/50 R17; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 7,3; velocidade máxima (km/h) 157; CONSUMOS: Combinado (kWh/100 km): 18; Emissões de CO2 (g/km) 0; Autonomia (km): 385 (NEDC);

PREÇO (versão base 40 kWh Acenta): 35.400 euros;
PREÇO (unidade ensaiada 40 kWh Tekna mais extras): 40.050 euros

PREÇO (versão base e+ 62 kWh N-Connecta): 43.000 euros;
PREÇO (unidade ensaiada e+ 62 kWh Tekna mais extras): 46.550 euros

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