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Os 10 caminhos da Volkswagen para a mobilidade sustentável

É um plano gigante, no qual os automóveis são apenas a face visível. Fique a conhecer, em 10 passos, tudo o que a Volkswagen está a fazer na mobilidade sustentável e pelo futuro sustentável do planeta.

O propósito da Volkswagen

A neutralidade carbónica: o objetivo inequívoco do Grupo Volkswagen e uma estratégia que é hoje o propósito corporativo da companhia. A mobilidade sustentável não se resume às emissões zero dos automóveis. Ela tem de abranger a descarbonização de toda a cadeia de valor. A implementação deste propósito diferencia atualmente o grupo alemão de todos os restantes construtores mundiais e mobiliza investimentos sem precedentes.

Herbert Diess, o CEO do Grupo e da marca Volkswagen, tem sido claro em todas as intervenções que tem feito na esfera pública: só o compromisso com a neutralidade carbónica pode dar resposta à emergência climática, num desafio que tem de ser assumido por todos os setores de atividade. Diess tem sido, de resto, uma voz assertiva, às vezes incómoda, num posicionamento invulgar para alguém cujo cargo confere um inevitável peso político às palavras.

Exemplos? Ainda recentemente, Diess questionava no seu Facebook o “paradoxo” da transição energética na Alemanha, país no qual, ao mesmo tempo que o Grupo Volkswagen investe 400 milhões de euros no desmantelamento das centrais a carvão da fábrica de Wolfsburgo, são feitos investimentos 1,5 mil milhões em unidades semelhantes – a carvão – na rede pública de abastecimento. “Se a Alemanha não fizer progressos no phase-out do carvão, não podemos esperar que os outros o façam” – Herbert Diess sem meias palavras.

 

O investimento e os grandes números

O Grupo Volkswagen prevê lançar mais de 50 modelos totalmente elétricos até 2025, no quadro de um investimento em descarbonização que totaliza 33 mil milhões de euros nos próximos cinco anos. A Volkswagen olha para todo o ecossistema de mobilidade, digitalização, mobilidade partilhada e, claro, as fontes energéticas. Este é o grande fator diferenciador e disruptivo de toda a estratégia do grupo: a abordagem holística à mobilidade elétrica, conduzindo investimentos para toda a cadeia de valor e não se limitando à produção ou às “emissões zero” dos automóveis.

 

A base de tudo: a plataforma MEB

Para a nova geração de veículos elétricos a serem lançados, o Grupo Volkswagen desenvolveu uma plataforma totalmente nova e dedicada a este tipo de locomoção. Denominada MEB (Modular Electric Toolkit, em inglês), esta plataforma e a estratégia que lhe está subjacente constituem o grande trunfo da ofensiva ID, como explica Thomas Ulbrich, responsável do Conselho de Administração da Volkswagen para a e-mobilidade: “Estamos a aproveitar ao máximo as possibilidades dos carros elétricos e, ao mesmo tempo, a criar grandes economias de escala. Cerca de 10 milhões de veículos em todo o Grupo serão baseados nesta plataforma logo na primeira vaga. A MEB é a espinha dorsal económica e tecnológica da nossa estratégica do carro elétrico para todos.”

Com as baterias colocadas na base da estrutura, como se tratasse de um “tabuleiro” inferior, esta plataforma permite total liberdade para variados tipos de automóvel, desde o familiar compacto ID.3 até ao comercial E-Buzz Cargo, passando por modelos SUV ou modelos de gama superior. A Volkswagen vai mais longe ao abrir a MEB a outros fabricantes, sabendo-se já que a Ford será um dos primeiros a usá-la. Esta é, também, uma abordagem sem precedentes.

A face visível: os automóveis

A família ID e os e-tron da Audi têm sido as primeiras faces visíveis da ofensiva elétrica do grupo. No caso dos ID, é toda uma nova era de massificação da eletromobilidade que começa  e da qual até já está prestes a chegar um dos seus elementos, o compacto familiar ID.3. Seguir-se-ão outros modelos em vários segmentos, tais como o ID.4, cujo concept foi relevado muito recentemente. Trata-se do primeiro SUV totalmente elétrico da marca, cujo lançamento poderá ocorrer ainda este ano.

No caso da Audi, a abordagem tem o ADN próprio de uma marca premium, com uma estratégia que vai desde o segmento compacto até aos modelos desportivos. Para isso, a marca recorre a sinergias de todo o grupo e conta com quatro plataformas: com o e-tron, a Audi construiu o seu primeiro SUV elétrico de elevada performance numa variante adaptada da plataforma longitudinal modular (MLB), enquanto o concept e-tron GT de quatro portas é baseado na plataforma Porsche com a designação J1.

Os carros elétricos mais compactos serão baseados na versátil plataforma MEB, ficando os modelos de topo com a nova plataforma premium elétrica (PPE). Do lado da Skoda, a eletrificação também trará novidades ainda este ano: o SUV compacto Enyaq, derivado do concept Vision E, será o primeiro elétrico de raiz da marca checa, e irá também adotar a plataforma MEB.

A cadeia de fornecedores: Life Cycle Assessement

Para garantir que a sua estratégia de sustentabilidade realmente faça sentido, a Volkswagen tenta assegurar a neutralidade carbónica durante todo o ciclo de vida de um veículo. Ou seja, o ID.3 (e todos os outros que se seguirão), não podem limitar-se a serem emissões zero. Todo o ciclo, desde a fábrica até ao final da vida útil do carro, é observado logo no momento zero do projeto.

Para isso, a Volkswagen implementou o denominado LCA (Life Cycle Assessement, ou, em português, Avaliação do Ciclo de Vida), o qual divide a produção e a vida útil de um carro em quatro grandes áreas: a cadeia de fornecedores, a produção, a utilização, e, por fim, a reciclagem, que ocorre no final. No que toca a mobilidade sustentável, esta é uma condição indispensável – porque de nada adianta uma utilização com emissões zero se as restantes áreas agredirem o ambiente. Fruto desde trabalho de LCA, a Volkswagen sabe hoje onde estão os chamados “pontos quentes” na produção – áreas e etapas do processo industrial que geram altos níveis de CO₂ – e atua sobre eles, incluindo junto dos fornecedores e respetiva certificação de processos.

Energia: a Volkswagen num novo mercado

Com a nova subsidiária Elli Group, a Volkswagen entrou no mercado da energia, o que acontece pela primeira vez na história dos construtores automóveis.  A Elli começou, em Janeiro de 2019, a oferecer o seu primeiro produto, denominado “Volkswagen Naturstrom”, que consiste no fornecimento de energia gerada exclusivamente a partir de fontes renováveis e que, nesta primeira fase, é oriunda de centrais hidroelétricas na Alemanha, Áustria e Suíça, estendendo-se posteriormente a fontes eólicas e de painéis solares.

A Elli assume o objetivo da integração digital entre a mobilidade e a energia, baseada na convicção de que a e-mobilidade só contribuirá verdadeiramente para a sustentabilidade ambiental se os veículos forem alimentados por energia de fontes descarbonizadas.

Utilização: A aposta na rede de carregadores e na distribuição

A Volkswagen e a Elli vão comercializar as “Volks-wallboxes”, que podem ser usadas para os carregamentos domésticos, com potência até 11 kW, o que permitirá a carga total das baterias durante a noite. Para. os clientes das marcas do Grupo Volkswagen, a Elli irá disponibilizar cartões de recarga que podem ser utilizados em aproximadamente 80.000 estações por toda a Europa.

Esta rede de abastecimento estará localizada junto de grandes superfícies comerciais e na estrutura de distribuição da Volkswagen, entre outros locais, sendo que várias dessas estações já se encontram implementadas. Por toda a Europa e até 2025, o grupo irá instalar um total de 36 000 pontos de carregamento, 11 000 dos quais desenvolvidos pela marca Volkswagen.

As fábricas: descarbonização industrial

A descarbonização industrial é uma das ações que mais ocupa o Grupo Volkswagen nesta altura. O phase-out dos combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão, é já uma realidade em Wolfsburgo e encontra-se em fase muito adiantada a transição para energias ambientalmente sustentáveis. Em Zwickau, e para atingir o objetivo de 330 mil carros elétricos/ano, a fábrica foi alvo de investimentos destinados a assegurar uma produção com o menor impacto ambiental possível.

As medidas implementadas já eram responsáveis, em meados do ano passado, por uma redução de 66% das emissões de CO2, por comparação com 2010. A energia utilizada em Zwickau é parcialmente fornecida pela Volkswagen Kraftwerks GmbH, integralmente a partir de fontes renováveis, mais concretamente hidroelétrica, eólica e solar, num processo certificado pela TÜV. A restante energia é produzida pela própria fábrica, a partir de gás natural, significativamente mais compatível com o ambiente do que o carvão. E com um “bónus”: neste último processo, a energia térmica libertada é aproveitada para o aquecimento das instalações. As emissões que não podem ser evitadas são compensadas através de ações de proteção ambiental certificadas internacionalmente.

Os ecossistemas digitais: a plataforma we

É um dos projetos mais audazes da história do Grupo Volkswagen: um ecossistema digital que passa a equipar os seus carros e que leva a um patamar totalmente novo a interação do condutor com o veículo. A era em que, decididamente, este “condutor” se transforma em “utilizador”. Este ecossistema dá pelo nome de We e permite a interação com o automóvel, quer ao nível individual, quer no acesso a um conjunto de serviços, mas é mais do que isso: trata-se de “uma visão holística da mobilidade e da interação com o automóvel”, como explicou Romy Reincke, diretora de projeto.

O objetivo da Volkswagen é o de reunir todos os serviços e aplicações digitais na plataforma We, num investimento ronda os 3,5 mil milhões de euros até 2025 e inclui o desenvolvimento de produtos, serviços e até de novas empresas para dar corpo a este novo universo de mobilidade. Tudo isto apoiado numa estrutura de cloud que liga veículos e consumidores, oferecendo serviços como o car-sharing ou a entrega de encomendas no carro. Em 2025, estima-se que 80 milhões de utilizadores irão recorrer aos serviços da Volkswagen We.

O futuro promissor: a emoção e a razão

Se há coisa que o Grupo Volkswagen já demonstrou é que os elétricos podem manter toda a emoção inerente ao automóvel, do design à condução. Desde os últimos lançamentos dos e-tron da Audi até aos projetos já conhecidos – e confirmados – da família ID, fica claro que a paixão, o tal condimento que alimenta o culto e o negócio, está aí para durar. É assim que em breve assistiremos ao lançamento do ID. BUZZ, o “pão de forma” dos tempos elétricos, ou a outros modelos para segmentos que vão do grande volume à oferta de nicho, muito graças ao imenso poder de escala da plataforma MEB.

Para que não restassem dúvidas a Volkswagen chegou mesmo a apresentar um protótipo de um Buggy no Salão de Genebra do ano passado, como forma de demonstrar a ligação de um “conceito de culto com as possibilidades técnicas da era moderna”. Ralf Brandstätter, COO da marca Volkswagen, explicava assim: “O ID Buggy demonstra o amplo espectro de mobilidade livre de emissões que pode ser alcançado com a MEB dentro da marca Volkswagen.”

Não se sabe se o ID Buggy será lançado como unidade de produção, mas fica a certeza: os elétricos nunca serão aborrecidos.

(fonte NewsroomSIVA)

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