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#Ensaio – Mercedes-Benz GLC 220d – A medida perfeita

Um dos maiores casos de sucesso da Mercedes-Benz contou recentemente com uma atualização. A versão 220d parece ter ficado mesmo à medida do mercado nacional.

O Mercedes-Benz GLC entrou no mercado há uns anos como a solução perfeita para aquilo que diversos mercados já pediam há algum tempo. E o seu sucesso foi de tal forma incrível e até inesperado, que a marca se viu forçada a aumentar a fábrica com mais uma linha de produção para conseguir responder à elevada procura e a prazos de entrega que já se aproximavam perigosamente de um ano de espera. Felizmente, a oferta foi aumentando, a procura estabilizando e o fator surpresa diminuindo e o GLC regressou à “normalidade”.

Entretanto, os anos passaram e tal como acontece com todos os modelos, foi necessária uma atualização para manter o seu elevado interesse e assim, surge-nos agora um modelo que nos faz ir descobrindo as diferenças à medida que nos vamos aproximando dele em passo moderado. A cor Mojave escolhida para a carroçaria, em conjunto com os elementos que fazem parte da linha Off-Road exterior, já nos estão a mostrar um GLC de visual mais aventureiro. As jantes são de 18 polegadas e as novas óticas em LED são os elementos que nos fazem identificar rapidamente esta versão atualizada.

Assim que entramos a bordo, no entanto, surge a primeira desilusão. Nesta versão atualizada do GLC, o monitor existente no topo da consola central é o mesmo que já conhecemos de diversos outros modelos, tipo tablet, e a instrumentação ainda conta com os tradicionais ponteiros analógicos, destinados à velocidade e ao conta-rotações e com o computador de bordo ao centro, parecendo uma solução de uma geração mais envelhecida e não da versão atualizada. Além disso, as saídas da ventilação continuam a ser circulares e não retangulares, tal como a Mercedes se preparava para incluir em todos os seus modelos com capacidade para sair do asfalto.

O sistema de infoentretenimento, no entanto, é um dos mais recentes e já inclui funções como as atualizações over the air de opções que pode não querer incluir na altura da aquisição do carro. Por exemplo, assim que ligámos o telefone à tomada USB, estávamos à espera da ligação automática ao sistema Apple CarPlay, que não estava disponível nesta unidade. Mas bastaram uns segundos a descobrir os menus do sistema para descobrirmos uma página que nos permitia adquirir esta função por 350 euros e incluí-la diretamente no carro.

Apesar de ser o “tablet” que já conhecemos, o sistema da unidade ensaiada inclui um sistema de navegação completo e com uma resolução elevada, mas também todos os comandos do sistema de som e as configurações do carro, com o novo interface de utilizador com ícones distintos para cada um dos sistemas. Estão também presentes os modos de condução, selecionáveis através do comando existente na consola central e o ambiente a bordo conta com uma boa escolha de materiais e com uma qualidade elevada, ainda que com alguns elementos plásticos que destoam do resto do conjunto.

Dinamicamente, o GLC está praticamente isento de críticas. A posição de condução é muito boa e a suspensão oferece um bom compromisso entre eficácia e conforto, mesmo em estradas de terra, onde acabamos por nos divertir um pouco com o facto dos 194 cavalos que temos disponíveis sob o pé direito, passarem apenas para as rodas traseiras, uma vez que esta não é uma versão 4Matic de tração integral. Essa custa mais três mil euros.

O motor diesel de dois litros não é dos mais impressionantes em termos de prestações, mas acaba por compensar com médias de consumo que até parecem desajustadas pela positiva para o tamanho deste modelo. Em autoestrada, por exemplo, conseguimos facilmente que o computador de bordo nos mostre valores em torno dos seis litros, mesmo com a lotação no máximo e com os 550 litros de bagageira carregados até já não caber absolutamente mais nada por baixo da chapeleira sem recolhimento automático, mas com a vantagem de podemos contar com a abertura e fecho motorizado da porta da bagageira.

O valor de tabela do GLC 220d já fica acima da fasquia dos 60 mil euros e tal como todos os outros modelos da gama, já inclui a caixa de velocidades automática de nove velocidades. Para o deixar como gosta poderá ter de recorrer bastante à enorme lista de opcionais disponíveis para este modelo, mas tenha cuidado com a escolha. É que mesmo depois de quase sete mil euros de elementos selecionados, ainda sentimos a falta de algumas coisas. Algumas deles, no entanto, só são capazes de estar disponíveis com a próxima geração do GLC.

VEREDICTO
O motor de dois litros oferece médias de consumo comedidas e é suficiente para locomover o GLC em ritmos moderados. O espaço a bordo é amplo, mas está à espera de uma atualização visual e o equipamento de série também está ajustado de forma a encaixar entre a restante oferta da família SUV da marca.

FICHA TÉCNICA

Mercedes-Benz GLC 220d Auto

MOTOR: 4 cilindros em linha; injeção direta com turbo; Cilindrada (cm3): 1.950; Potência máxima (cv/rpm): 194/3.800; Binário máximo (Nm/rpm): 400/1.600-2.800; TRANSMISSÃO: Tração traseira; Caixa automática 9G-Tronic de nove velocidades; Suspensão (fr./tr.): Independente, multibraços; Independente, multibraços; DIMENSÕES: Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.658/1.890/1.644; Distância entre eixos (mm): 2.873; Largura de vias (fr./tr.) (mm): 1.621/1.617; Travões (fr./tr.) Discos ventilados/Discos ventilados; Peso (kg): 1.790; Capacidade da bagageira (l): 550; Depósito de combustível (l): 50; Pneus (fr./tr.): 235/60 R18; PRESTAÇÕES: Aceleração de 0-100 km/h (s) 7,7; velocidade máxima (km/h) 217; CONSUMOS: urbano/extraurbano/combinado (l/100 km): 6,1/4,5/5,1; Emissões de CO2 (g/km) 134;

PREÇO (versão base): 61.100 euros
PREÇO (unidade ensaiada): 67.791 euros

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