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Quanto custa carregar um carro elétrico?

As vantagens são conhecidas, mas qual a diferença de custos na hora de carregar o veículo?

Apesar da quebra de vendas global no mercado automóvel, causada pelo surto de Covid-19, vários países como a China, a Alemanha ou o Reino Unido estão a divulgar números inesperados que apontam para um aumento da intenção de comprar de um carro elétrico por parte dos consumidores. A melhoria da qualidade do ar, aliada às vantagens fiscais e de mobilidade conferidas pelos carros elétricos, parece estar a ter efeitos aceleradores na adoção deste tipo de veículos.

Assim, os carros elétricos apresentam-se como uma alternativa limpa, uma vez que não recorrem a combustíveis fósseis como o diesel ou a gasolina. A presença de bateria elétrica tem vantagens já comprovadas na redução dos níveis de dióxido de azoto e de CO2 na atmosfera. E, por serem movidos a eletricidade, permitem uma grande variedade de fontes de energia, da solar à eólica, passando pela hídrica e pelo gás natural.

No entanto, esta vantagem de não recorrer aos combustíveis fósseis é também um dos fatores que levantam mais dúvidas aos consumidores, não no que diz respeito ao ambiente, mas de um ponto de vista de praticabilidade.

Onde carregar a bateria? É tão fácil como ir à bomba abastecer o carro com combustível? Quanto tempo demora a carregar? E quanto custa?

Hoje em dia existem cerca de 2.700 postos de carregamento em Portugal, e a Renault vai reforçar esse número com 60 posições, em toda a sua rede de concessionários, em Portugal Continental e Insular, ao abrigo do plano Renault ECO Charge. Estes novos postos de carregamento estarão disponíveis para o público em geral com opções de carga acelerada (22 kW) ou carga rápida (43 kW).

Relativamente aos custos de carregamento, o site Contas Connosco cita os especialistas para dizer que, em geral, é mais barato conduzir um elétrico. «Carregar a bateria pode custar bastante menos do que atestar o depósito, tendo por base a mesma distância percorrida em quilómetros. Nos cenários mais otimistas a poupança anual pode chegar a 72% por ano e nos cenários mais pessimistas atinge os 11%».

Esta discrepância de valores associados à poupança depende de muitos fatores e variáveis, já que o custo nos postos de carregamento rápido, implicam três variáveis, que diferem de acordo com as condições dos comercializadores, com o município em que está ou o tempo de carregamento: o custo do Operador do Posto de Carregamento (OPC), que é o custo a pagar por estar a usar o posto rápido; a tarifa do Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), que é o custo da energia; as taxas a pagar ao Estado.

Ter um elétrico é também mais barato, visto que existe estacionamento gratuito para estes veículos em alguns municípios e isenção de IUC e ISV. As empresas podem contar ainda com a dedução do IVA e a isenção da tributação autónoma.

Por tratar-se de veículos eficientes do ponto de vista ambiental, o Governo apoia a compra de carros elétricos com a atribuição de uma bonificação de 3.000 euros. Se optar por um Renault ZOE, poderá duplicar este valor através do plano Renault ECO Abate, que dá até 3.000 euros na troca do seu carro antigo por um ZOE. Feitas as contas, no total poderá ter um apoio de 6.000 euros para comprar um veículo elétrico.

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