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Os 40 anos do Fiat Panda

Lançado em 1980, o pequeno modelo, que conta com mais de 7,5 milhões de unidades vendidas em todo o Mundo, foi desenvolvido pela Fiat com o objetivo de ser um utilitário, com capacidade para cinco passageiros, que fosse prático e económico.

No final dos anos 1970, o Fiat 127 dava sinais de cansaço. O presidente Carlo De Benedetti decidiu então chamar Giorgetto Giugiaro (da Italdesign) e Alfredo Stola (criador do Lancia Lambda, Alfa Romeo Spider e Ferrari 365 GT 2+2) para renovarem a gama de modelos mais pequenos da Fiat.

Linhas retas e grande espaço interior eram conceitos que seriam seguidos à risca. Assim, quando a Fiat estreou o novo Panda, no Salão de Genebra de 1980, simplicidade era um conceito-chave: portas amplas, boa resistência, vidros de corte reto, superfície interior lavável e bancos removíveis. E media apenas 3,41 m de comprimento, 1,49 m de largura e 2,16 m de entre-eixos.

A versão de entrada contava com um motor de dois cilindros de 650 cc e 30 CV de potência, enquanto a variante mais “radical” contava com motorização 900 cc de 47 CV – sem esquecer a versão intermédia do 850 cc de 34 CV.

O Panda tornou-se um sucesso e, em apenas um ano, a Fiat vendeu meio milhão de unidades. Em 1983, enquanto a marca italiana apostava no mais espaçoso Fiat Uno, chegava ao mercado a esperada versão 4×4 do Panda – o que contribuiu para que as vendas do Panda alcançassem cerca de 4,5 milhões de unidades comercializadas.

Em 2003, chega a segunda série do Panda, ainda mais funcional e rica em conteúdos inteligentes como o motor MultiJet, o pequeno Diesel de injeção direta que ficou disponível um ano mais tarde. Apesar de evoluir no design, a segunda geração do popular veículo da Fiat mantinha a sua identidade, o que contribuía para o seu sucesso.

Em 2006, chegam o Panda 100 HP – o desportivo com motor 1.4 litros, 16 válvulas, 100 CV de potência e capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 9,5 segundos – e o Panda Natural Power, com motor 1.2 Fire, 8 válvulas.

Este Natural Power antecipava o futuro já que estava dotado de um bloco de dupla alimentação a gasolina e gás natural. Dois anos mais tarde acabou por ser a vez de dotar o Panda de um bloco bifuel a gasolina e GPL.

A terceira geração do Panda foi apresentada no Salão de Frankfurt de 2011, numa altura em que crescia a atenção para com a sustentabilidade e por isso o desafio do setor automóvel centrava-se já em encontrar soluções amigas do ambiente. O Panda a gás natural torna-se assim turbo com o TwinAir Turbo Natural Power de 80 CV.

Chega também a nova família de motores a gasolina FireFly, pensada para equipar os modelos compactos do Grupo FCA. O Panda adota então o bloco FireFly de um litro e três cilindros em versão aspirada ‘mild hybrid’ de 70 cv de potência, a que é associado um motor elétrico BSG (Belt Driven Starter Generator) com potência máxima de 3,6 kW.

Uma tecnologia que permite reduzir consumos e emissões e que leva o Panda na direção a uma mobilidade cada vez mais económica e democrática.

O espírito inovador deste modelo levou a que o Panda se tenha tornado no automóvel de muitos recordes:

  • o modelo mais vendido em absoluto em Itália há 8 anos consecutivos;
  • líder – a par do 500 – do mercado dos citadinos compactos na Europa, com mais de 375.000 unidades vendidas anualmente;
  • o primeiro citadino com tração 4×4, o primeiro citadino a conquistar o ambicionado título de “Car of the Year”;
  • o primeiro citadino compacto com alimentação a gás natural produzido em grande escala;
  • o primeiro veículo híbrido do Grupo FCA,  desde fevereiro de 2020 e a par do Fiat 500, com o lançamento da versão mild hybrid.
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