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Quantas vezes se esqueceu do pisca hoje?

Quase 70% dos condutores utilizam incorretamente os seus sinais de mudança de direção – a falta de sinal ao ultrapassar outro veículo, sair de uma rotunda e estacionar são os descuidos mais comuns.

O seu som é inconfundível. São ativados 220.000 vezes ao longo da vida útil de um veículo, mas mesmo assim os sinais de mudança de direção são muitas vezes esquecidos.

Por exemplo, de acordo com um estudo do Abertis Global Observatory sobre o comportamento dos condutores na rede espanhola de autoestradas, 67% dos condutores não os mantêm ligados durante toda a manobra de ultrapassagem, e 53% nem sequer os ativam para mudar de faixa de rodagem.

Magnólia Paredes, responsável pelo desenvolvimento, iluminação e testes eletrónicos na SEAT, recorda que “são um elemento de sinalização essencial, uma vez que são a forma de alertar os outros condutores das nossas intenções”.

Abaixo cinco maneiras corretas de os utilizar:

A regra de segurança RSM (Rearview Mirror-Signal-Maneuver): Antes de indicar qualquer manobra, é obrigatório verificar, através dos espelhos, se esta pode ser efetuada em segurança. Se for este o caso, deve ser assinalado com antecedência suficiente para que outros condutores possam reagir. Mas também se deve evitar antecipar demasiado para não confundir outros condutores.

A sinalização não lhe dá o direito de passagem: Ao mudar de direção ou faixa, é importante sinalizar para anunciar as próximas manobras, mas esta sinalização não dá prioridade na passagem. Deve-se respeitar a condução de outros veículos e não provocar situações perigosas.

Toda a manobra: Não só deve ser indicado o início de uma manobra de ultrapassagem, como também o sinal de mudança de direção deve ser mantido ativo até ao regresso à faixa de rodagem.

Ao sair da rotunda: a sua utilização nas rotundas é básica porque é um dos pontos onde ocorre a maioria dos acidentes. Não é necessário sinalizar que está a entrar ou que vai continuar a virar, mas deve utilizar o sinal de mudança de direção para indicar que está a mudar de faixa e que vai sair da rotunda na próxima saída.

O estacionamento e engarrafamentos não são uma emergência: Muitos condutores utilizam muitas vezes por engano os quatro sinais de mudança de direção numa paragem de trânsito. Mas se vai parar de repente, deve avisar os outros condutores usando repetidamente as suas luzes do travão, evitando as luzes de perigo.

Além disso, a forma correta de alertar para uma paragem ou da sua intenção de estacionar é com o indicador do lado onde planeia deixar o seu veículo.

Do braço de sinal de mudança de direção ao indicador LED dinâmico

Foi a atriz Florence Lawrence, considerada a primeira estrela de cinema, que inventou o sinal de mudança de direção em 1914. Muito afeiçoada ao automobilismo, arranjou e melhorou os automóveis que comprou, por exemplo através de um dispositivo ligado ao pára-choques traseiro do automóvel que, quando um botão era pressionado, elevava ou diminuía um sinal de mudança de direção.

Um século mais tarde, a tecnologia LED já está a substituir as lâmpadas incandescentes “com maior poupança e segurança, porque, ao contrário das lâmpadas convencionais, duram toda a vida útil do automóvel”, explica Magnolia Paredes. A nível estético, “os LEDs e a incorporação de guias de luz permitem a integração completa das luzes nos indicadores laterais nos espelhos das portas e alteraram completamente a aparência dos sinais de mudança de direção dianteiros e traseiros”.

Além disso, é introduzido o indicador dinâmico, que consiste em vários segmentos de luz que se iluminam gradualmente do centro para o exterior. Os acabamentos Xcellence e FR no Novo SEAT Leon, por exemplo, incorporam os sinais de mudança de direção nos espelhos retrovisores exteriores para aumentar a visibilidade da manobra.

O equipamento Full LED inclui faróis com até 900 lúmenes e 11 faróis de LEDs, bem como luzes traseiras (costa a costa) com uma iluminação infinita e os sinais dinâmicos de mudança de direção. “Um movimento visível que permite a outros condutores perceberem mais claramente a direção do veículo, o que dá um contributo significativo para a segurança rodoviária”, salienta Magnolia Paredes.

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