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Consumo de gasolina cai 21,6% e de gasóleo 15,5% no 1.º semestre

O consumo de gasolina caiu 21,6% e o de gasóleo 15,5% no primeiro semestre do ano comparativamente ao mesmo período de 2019, tendo o combustível para aviação caído 55,5%, divulgou hoje a Apetro – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas.

Segundo dados divulgados esta segunda-feira num comunicado da Apetro, “comparando o primeiro semestre de 2020 com o período homólogo [de 2019], a gasolina desceu cerca de 111,3 mil toneladas (-21,6%), o gasóleo 380,3 mil toneladas (-15,5%) e o JET [combustível para aviação] 404,2 mil toneladas (-55,5%)”.

“No mesmo período o GPL [gás de petróleo liquefeito] e outros registaram uma diminuição de 10,3 mil toneladas (-2,9%)”, assinala ainda a nota sobre consumos divulgada pela associação, que tem como objetivo “identificar uma tendência dos efeitos desta pandemia [de covid-19] no consumo energético nacional, ao nível dos consumos de produtos petrolíferos”.

Relativamente ao mês de junho, em comparação com o mesmo mês do ano passado, “a gasolina sofreu uma redução de cerca de 7,8 mil toneladas (-9,3%)” e o gasóleo de 27,4 mil toneladas (-6,9%), ao passo que o consumo de GPL e outros subiu 1,8 mil toneladas (+3,8%).

“O consumo de jet na aviação continua a apresentar a redução mais significativa em 133,5 mil toneladas (-89,5%)”, pode também ler-se na nota que compara junho de 2020 com o mesmo mês em 2019.

Já relativamente a maio, a Apetro afirma que, “em junho, a gasolina e o gasóleo continuam em recuperação — o consumo de gasolina passou de uma queda de 34,5% para 9,3% e o de gasóleo de uma queda de 21,7% para 6,9%”.

Face a maio, “o jet manteve aproximadamente a mesma redução no consumo (esta passou de 91,9% para 89,5%)” e “o GPL e Outros passou de uma queda de 13,9% para um aumento de 3,8%”.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 606 mil mortos e infetou mais de 14,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8,0% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Para Portugal, a Comissão Europeia prevê que a economia recue 9,8% do PIB em 2020, uma contração acima da anterior projeção de 6,8% e da estimada pelo Governo português, de 6,9%.

O Governo prevê que a economia cresça 4,3% em 2021, enquanto Bruxelas antecipa um crescimento mais otimista, de 6,0%, acima do que previa na primavera (5,8%)

Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e a dívida pública aos 134,4%.

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