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Vendas: Portugal é o melhor… e o pior da Europa

Em junho, o mercado automóvel em Portugal apresentou os melhores resultados da Europa – liderou na compra de usados – mas também os piores – maior quebra nas vendas de novos veículos.

A pandemia da Covid-19 provocou uma forte contração nas vendas de automóveis em toda a Europa, sendo que em maio,  quando começaram a reabrir os “stands”, o mercado de automóveis usados acelerou rapidamente, enquanto o de veículos novos recuperou a um ritmo mais lento.

Esta tendência prolongou-se em junho, com todos os mercados europeus, com exceção de França, a apresentarem quebras homólogas nas vendas de ligeiros de passageiros.

Portugal surge como o país com pior desempenho em junho, com uma quebra de 56,2%. Mas, o mercado de automóveis usados (que inclui os ligeiros de passageiros e de mercadorias) apresenta já volumes superiores aos de junho de 2019 um pouco por toda a Europa, com Portugal a liderar a subida nas vendas, com um crescimento de 36,2%, segundo os dados do Observatório da Indicata, do grupo Autorola.

Miguel Vassalo, “country manager” da Autorola para Portugal, refere ao Negócios (acesso pago) que “os usados dispararam quando o mercado reabriu [a 4 de maio]”. E, desde então, foram consolidando a recuperação das vendas.

E, conforme indica o relatório de junho, “não há sinais de abrandamento, apesar da recente reimposição de medidas de confinamento na zona de Lisboa e Vale do Tejo, no dia 23 de junho”.

Miguel Vassalo admite, ainda assim, que as subidas homólogas registadas em maio e junho também são “inflacionadas” pelo efeito do confinamento. “As vendas que ocorreriam no final de março e em abril acabaram por ser, em grande medida, adiadas para maio e junho”.

Este fenómeno, refere, é comum aos vários países europeus, com a evolução das vendas, após a reabertura dos concessionário, a ser semelhante em todos estes mercados. “Eu diria que falta ainda descobrirmos qual vai ser o ponto de equilíbrio do mercado de usados. Admito que será inferior ao observado em maio e junho”, concluiu.

Em todos os países analisados pela Indicata o ritmo de vendas está a superar a reposição de veículos usados para venda, com uma redução dos “stocks” em junho na ordem dos 170 mil veículos, para 330 mil unidades.

Em Portugal, de acordo com o relatório, o ritmo de vendas médias diárias foi de 800 viaturas, enquanto a entrada de “stock fresco” foi de 400 automóveis por dia. Assim, face a abril, os “stocks” dos concessionários diminuíram 8%.

Miguel Vassalo aponta pistas para esta evolução. “Um dos fatores é a quebra dos novos, o que leva a uma redução das retomas e, consequentemente, a uma menor entrada de usados, particularmente com mais anos”, no mercado.

Mas o responsável considera ainda que poderá haver maiores cautelas dos vendedores perante o risco do impacto de uma segunda vaga da pandemia e/ou novo encerramento dos “stands”.

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