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Como a Fórmula 1 inspirou a nova gama Renault E-TECH Hybrid

Os motores da nova gama de híbridos E-TECH da Renault, constituídos pelos novos Mégane, Capture e Clio, foram buscar inspiração ao desporto automóvel e ao envolvimento da marca francesa na Fórmula 1.

O paralelismo entre a competição e a produção em série ocorreu em duas categorias: a gestão de energia e sua regeneração, e o uso da caixa de velocidades multimodo de ‘carretos direitos’, usada, pela primeira vez, num automóvel de série.

Esta partilha de conhecimento não é, no entanto, uma novidade na vida da marca. o know-how em matéria de energia entre a Renault F1 Team e a equipa de engenharia já vem desde 2013, e dá frutos agora com os novos motores E-TECH Hybrid, que combinam o prazer de condução com a alta eficiência no que diz respeito à velocidade de regeneração e à utilização de energia.

Tanto nos motores dos carros de competição de Fórmula 1 como nos de série está presente um regime de rendimento ideal (produção térmica usada, face à quantidade de combustível utilizada). Em ambos os casos, as leis de gestão de energia são desenhadas para utilizar este regime, otimizado para promover o recarregamento da bateria sempre que a energia gerada exceda o necessário.

Tal como ocorre na competição, a energia cinética pode ser recuperada na desaceleração ou na travagem e transformada em energia elétrica para recarregar a bateria nos modelos da gama E-TECH Hybrid. Na condução em autoestrada, o sistema de gestão de energia intervém, forçando o motor a operar neste regime ideal de rendimento, de forma a promover o recarregamento da bateria. Esta energia adicional armazenada poderá então ser usada para ajudar o motor de combustão nas acelerações mais fortes, ou para assegurar uma viagem 100% elétrica, quando o itinerário planeado percorre zonas urbanas.

Nos motores E-TECH Plug-in está disponível no sistema MULTI-SENSE um modo SPORT que permite que toda a potência, térmica e elétrica, seja utilizada em conjunto, o que proporciona um maior prazer de condução e eficiência na aceleração. Esta forma de funcionamento vem da Fórmula 1, onde os pilotos podem escolher um determinado modo de motor para disponibilizar a potência máxima disponível, por exemplo nas sessões de qualificação.

Do mesmo modo, a caixa de velocidades dos modelos E-TECH foi desenhada tendo por base os monolugares de competição da Renault na prova rainha do desporto automóvel. O grupo motopropulsor dos motores E-TECH tem uma arquitetura baseada num motor de combustão combinado com dois motores elétricos e uma bateria central. Esta arquitetura está emparelhada com uma caixa de velocidades multimodo “de carretos direitos”.

Esta caixa de velocidades, sem embraiagem, permite um arranque 100% elétrico, e reduz significativamente a quebra entre passagens de caixa, o que melhora o conforto de condução e a performance em aceleração. Na Fórmula 1, as passagens de caixa mais suaves significam menores oscilações e, consequentemente, menores perdas de aderência.

Sobre as semelhanças entre os motores E-TECH e as motorizações híbridas dos carros de Fórmula 1, Nicolas Espesson, Responsável pela Otimização da Performance na Renault Sport Racing, explica que ambos dispõem de «um motor térmico, de dois motores elétricos e de uma bateria e esta arquitetura abre espaço para um vasto número de opções para a utilização de cada um dos componentes. Podemos rolar apenas em modo elétrico, como num ZOE, apenas em modo térmico como num automóvel «clássico» ou, combinando os dois, para adicionar, por exemplo, a potência elétrica à do motor de combustão».

Sobre as vantagens da caixa de velocidade, o especialista adianta que «a caixa de carretos direitos tem um excelente rendimento, devido à inexistência de peças de fricção no seu interior. Esta tecnologia é utilizada, desde há muito tempo, na Fórmula 1, precisamente pelo baixo nível de fricção. Ainda mais que na competição, o principal desafio associado à motorização E-TECH Hybrid consistia em oferecer fluidez às passagens de caixa, uma vez que esta motorização não dispõe de embraiagem. E isso foi possível pela utilização dos dois motores elétricos, que permite uma regulação extremamente precisa da velocidade de rotação da caixa, para mudar de relação sem solavancos».

Além disso, a arquitetura desta caixa de velocidades – com várias patentes bastante inovadoras – permite ao calculador de bordo escolher, em tempo real, qual a melhor relação a utilizar para melhorar o rendimento.

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