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Rolls-Royce procura 2,7 mil milhões para se salvar

A fabricante britânica de aviões – não confundir com a Rolls-Royce Motor Cars – viu as suas ações em bolsa caírem mais de 8%, um mínimo de 2004, depois de revelar que precisa de 2,7 mil milhões de euros para enfrentar a crise.

A Rolls-Royce foi severamente atingida pela pandemia de Covid-19 e teve um prejuízo, no primeiro semestre deste ano, de 5,4 mil milhões de libras (cerca de 6 mil milhões de euros), indica a Bloomberg.

Para enfrentar a quebra nas encomendas de motores para aeronaves revelou a intenção de se financiar em 2,5 mil milhões de libras (2,7 mil milhões de euros) o que não caiu bem junto dos investidores: as ações da empresa britânica já chegaram a cair mais de 8%, mínimos apenas registados em 2004.

O segmento de viagens de longo curso foi aquele que mais danos tem provocado na Rolls-Royce, uma vez que a pandemia eliminou praticamente a procura pelos aviões para os quais a empresa fabrica motores e dos quais trata da manutenção (outra fonte de receita essencial).

Já em maio a empresa tinha anunciado que iria 17% da sua força de trabalho, o equivalente a 9.000 trabalhadores – isto depois de, nos últimos cinco anos, já ter eliminado um total de 10 mil empregos.

Recorde-se que além da Rolls-Royce, também as fabricantes Airbus, Leonardo e AirFrance-KLM têm vindo a assumir dificuldades por causa da pandemia.

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