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Elétricos, Híbridos e Híbridos Plug-in: Diferenças, o que têm em comum e vantagens fiscais

Por menos atento que esteja ao fenómeno automóvel, de certeza que já ouviu falar de uma nova geração de modelos híbridos, de híbridos Plug-in e de automóveis 100% elétricos. Mas afinal o que os distingue e o que têm em comum?

Recorrendo a exemplos da Renault, vamos tentar explicar sucintamente e sem grande palavreado técnico as diferenças e pontos fortes e menos fortes de cada uma destas soluções.

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Apesar do mediatismo dos últimos anos, motivado em grande medida pela tomada de consciência dos clientes, mas também do apertar de regras relativas às emissões poluentes, os automóveis elétricos estão longe de ser uma invenção recente. Há mais de cem anos que existem veículos 100% elétricos e, em 1937, já a Renault tinha sido responsável pela criação de uma frota de Táxis inteiramente elétricos.

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Durante as décadas seguintes, a marca ainda fez várias incursões pontuais neste campo, mas foi preciso esperar pelos anos 90 para assistir ao ressurgir do interesse neste tipo de tecnologia, tendo sido dados a conhecer centenas de Renault CLIO elétricos.

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Já no dealbar do século XXI, a Renault apostou em força na eletrificação da gama e na produção de um elétrico “puro e duro” que viria a revolucionar todo um segmento. O primeiro protótipo do ZOE foi apresentado em 2009, mas só em 2012 surgiu a versão de série que, desde logo, revelou ser uma fórmula vencedora e “condenada” ao sucesso.

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Na prática, um automóvel elétrico é, como o próprio nome indica, 100% movido a eletricidade. Esta é armazenada em baterias constituídas por conjuntos de células individuais. Imagine dezenas ou centenas de baterias de telemóveis unidas sob a proteção de um invólucro comum. Hoje em dia, estas recorrem à tecnologia de iões de lítio, com maior densidade energética e quase sem efeito de memória, mas a evolução tecnológica não para e estão constantemente a surgir novidades neste campo.

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Estas baterias são carregadas externamente, através de tomadas comuns, das chamadas wallbox ou de postos de carregamento, e conseguem recuperar alguma carga em travagens e desacelerações através de sistemas que transformam a energia cinética em energia elétrica.

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A energia armazenada serve para alimentar o motor (ou motores, no caso de automóveis maiores e mais caros) encarregue de garantir a locomoção.

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Apesar da aparente complexidade, os automóveis elétricos como o Renault ZOE são extremamente fáceis de utilizar, garantindo uma suavidade e um conforto acústico ímpares, além de garantirem uma resposta instantânea ao acelerador. São especialmente eficientes e garantem custos de utilização muito mais baixos do que os congéneres equipados com motores de combustão.

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E a autonomia é cada vez menos uma questão. Basta pensar que um Renault ZOE reivindica praticamente 400 Km de autonomia em ciclo combinado e 558 km em cidade e que, num posto de carregamento rápido, recupera 80% da carga em cerca de 1h.

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Híbridos e Híbridos Plug-in

Ao contrário dos congéneres elétricos (EV), os híbridos ligeiros (HEV) e os híbridos plug-in (PHEV) mantêm o tradicional motor de combustão, normalmente a gasolina, sendo auxiliado por um (ou mais) motor elétrico.

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Como os automóveis elétricos, os híbridos também contam com uma bateria ou um elemento que armazene energia e têm a capacidade de regenerar a energia cinética das travagens e desacelerações e converter a mesma em eletricidade que pode ser guardada nas baterias ou nos sistemas de armazenamento de energia.

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A principal diferença entre ambos os híbridos é que os chamados “ligeiros” (mild hybrid) não rodam muitos quilómetros seguidos em modo 100% elétrico, já que as baterias ou sistemas de armazenamento de energia são pequenos e o motor elétrico tem como propósito baixar os consumos (de forma mais evidente em ambiente urbano), reduzir as emissões poluentes e garantir uma resposta mais célere ao acelerador.

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As grandes vantagens dos híbridos convencionais são o menor peso quando comparados com os plug-in, e o preço mais contido, já que as baterias encarecem o preço final do automóvel.

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O novo Renault Clio E-TECH é o exemplo perfeito do estado da arte no “reino” dos híbridos. Com um motor 1.6 a gasolina de 91 cv (144 Nm de binário) a funcionar segundo o ciclo de Atkinson (trabalha com misturas mais pobres) que é complementado por um motor eléctrico de 49 cv e 205 Nm de força e uma segunda unidade eléctrica com 22 cv, que modula as mudanças eléctricas e recarrega a bateria.

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Trata ainda do sincronismo, já que a inovadora caixa multi-modo (com tecnologia herdada diretamente da Fórmula 1) não tem embraiagem nem sincronizadores, tudo para optimizar os consumos.

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Com uma potência combinada de 140 cv e fruto de uma bateria com 1,2 kWh de capacidade, o novo Clio E-TECH consegue percorrer cerca de 4 km seguidos em modo 100% eléctrico. Mais importante, em cidade, o Clio E-TECH consegue circular 80% do tempo em modo elétrico, com vantagens para os consumos, nas emissões e no prazer e conforto de condução.

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Híbridos Plug-in ou ligados à corrente

Os híbridos plug-in (PHEV) estão a meio caminho entre os convencionais e os automóveis elétricos. Na prática e de forma simples, diferem dos “simples” híbridos pela maior capacidade das baterias e pela possibilidade serem recarregados numa tomada doméstica, numa wallbox ou num posto de carregamento. Isto torna possível circular muitos mais quilómetros em modo 100% EV, sendo que, no caso de um Renault Mégane E-TECH ou de um Captur E-TECH, podemos chegar aos 65 km de autonomia em ambiente urbano (50 km em ciclo misto).

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A tecnologia aplicada nos sofisticados Mégane e Captur E-TECH é muito similar à do Clio. A potência dos Mégane e Captur sobe para os 160 cv, fruto dos motores elétricos de 67 cv e 34 cv, enquanto a capacidade da bateria é de 9,8 kWh. Os ganhos em consumos e emissões são, naturalmente, muito maiores, com diminuições de até 75% no gasto de combustível face a uma motorização a gasolina similar.

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A vantagem face aos elétricos é que nunca ficam totalmente dependentes de um carregador, já que podem continuar a ser abastecidos de combustíveis fósseis, aumentando significativamente a autonomia teórica e reduzindo o tempo de espera inerente a um carregamento.

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Face aos híbridos ligeiros (mild hybrid) os plug-in apresentam a mais valia de, numa utilização convencional casa-trabalho-casa, e tendo em conta as distâncias médias habitualmente percorridas, poder andar quase sempre sem consumir uma gota de gasolina ou emitir uma grama que seja de CO2.

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Do lado dos pontos menos fortes, estão um preço e um peso ligeiramente maiores quando comparados com um híbrido convencional.

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Vantagens económicas e fiscais

Talvez também não saiba que tanto os elétricos (com uma fatia maior) como os híbridos e os híbridos plug-in apresentam inúmeras vantagens económicas. Já falámos da redução dos consumos e das emissões, mas também há vantagens nos custos de manutenção, especialmente no caso dos elétricos que têm menos peças de desgaste, e até fiscais, tanto para empresas como para particulares.

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Tributação Autónoma

  • Na aquisição dos veículos híbridos plug-in as empresas beneficiam de uma taxa de tributação autónoma reduzida, dependendo do custo de aquisição do veículo. No caso dos automóveis elétricos, as empresas usufruem de uma Isenção de tributação autónoma.
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Dedução do IVA

  • Para as empresas, é possível a dedução integral do IVA suportado com a aquisição do veículo, desde que o valor de aquisição do elétrico ou do híbrido plug-in, não exceda o respetivo limite fiscal (50.000€, no caso das viaturas híbridas plug-in e 62.500€ no caso das viaturas elétricas).
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IRC

  • As empresas beneficiam ainda de 100% das depreciações dos automóveis híbridos plug-in e elétricos aceites como gasto fiscal em sede de IRC.
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Combustível

  • O IVA do consumo de eletricidade é integralmente dedutível, não se encontrando a sua dedutibilidade dependente do valor de aquisição exceder ou não o limite fiscal.
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Redução do ISV

  • Os híbridos beneficiam de um incentivo direto de redução do ISV de 40% na sua aquisição-
  • Os híbridos plug-in beneficiam de incentivo direto de redução do ISV de 75% na sua aquisição.
  • Todos os automóveis elétricos ficam isentos de ISV.
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Estacionamento Gratuito

  • Algumas autarquias dão o direito a estacionamento gratuito ou a um valor mais acessível aos proprietários de um automóvel elétrico ou híbrido.
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Imposto Único de Circulação

  • Em relação ao Imposto Único de Circulação (IUC) o valor de IUC poderá ser mais baixo, consoante as emissões de CO2.
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