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#Ensaio – Toyota C-HR – Entre o céu e o mar

Com a tempestade subtropical Alpha a ser anunciada, sob chuva intensa e vento forte era este o momento possível para testar o Toyota C-HR e compreender o comportamento, usabilidade, conforto e outros itens.

Texto de Jorge Farromba

O ensaio não se afigurava fácil pois a saída de Lisboa parecia pacífica em termos de meteorologia mas, já a noite começava e a chuva mais intensa marcava presença e, curiosamente comecei por fazer o ensaio ao revés. Ou seja, comecei por deixar a aparência exterior para o dia seguinte e concentrar-me no interior e no comportamento do C-HR.

A marca vive um percurso interessante uma vez que tenta demonstrar que concorre em vários mercados e vários segmentos, seja de mercado ou demográficos (na idade e perfil). O C-HR concorre claramente no segmento dos SUV para famílias jovens.

Com uma imagem irreverente que se estende ao interior, marcado por variadas formas e vários materiais – plásticos moles com várias tonalidades da cor do veículo; plásticos rijos (num das zonas do tablier e em parte dos painéis laterais) – e um plástico que percorre todo o tablier em cor azul.

A posição de condução é naturalmente mais elevada que o familiar tradicional mas os bancos são confortáveis, com bom apoio lateral e “casam” bem com o posicionamento do volante (de boa pega) e com os dois pedais, onde surge também o airbag para os joelhos. Na consola central alguns botões para manter a viatura parada nos semáforos, seletor para o modo elétrico e o seletor da caixa CVT de velocidades.

A usabilidade em todo o C-HR é de bom nível, o touch screen central encontra-se bem posicionado em termos de segurança – “encaixa” no campo visual correto ao permitir que o condutor não desvie em demasia os olhos da estrada.

O arranque faz-se em total silêncio com o modo elétrico ou, não fosse esta a marca que há perto de 30 anos aposta neste tipo de tecnologias. O motor 2.0 combina com o motor elétrico e, em conjunto debitam 184 CV. Em cidade conseguimos fazer alguns quilómetros em modo elétrico mas em estrada o sistema híbrido faz as suas maravilhas e consegue manter os consumos próximos dos 5,2 l em média.

Já na estrada e com a tempestade a fazer-se sentir com mais intensidade – ventos fortes e aquela chuva intensa que nem as escovas limpa vidros conseguem acompanhar, tal a intensidade, encontramos uma viatura segura de si mesma e com um competente chassis, que absorve bem as irregularidades da estrada com bons níveis de conforto e, mesmo entrando nas habituais acumulações de água existentes nalgumas estradas, fê-lo com competência.

Sendo um modelo lançado em 2016, procurou encontrar um nicho de mercado, patente no seu estilo SUV coupé, com linhas irreverentes e joviais, angulosas e, onde neste ultimo restyling se percebe que foram melhorados alguns aspetos como a acústica exterior e interior, o ruído e a redução de vibrações para o interior, bem como a iluminação que agora é em LED.

Com resultados bem positivos ao longo de todo o ensaio, o C-HR enfrentou um cenário ainda mais exigente ao subir noite dentro até aos 1.200 metros de altitude, onde a tempestade Alpha demonstrava aqui o seu expoente máximo, adicionando à chuva e vento intenso um nevoeiro de tal modo intenso que colocou à prova a iluminação LED, superando o teste.

Preço da unidade ensaiada: 39.969€ (preços a começar nos 30.000€ para o motor 1.8 até aos 39.969€ do motor 2.0 Dynamic Force Premier Edition)

Desde o lançamento do Corolla todos os modelos passaram a ter 7 anos de garantia e a bateria do sistema híbrido conta com 10 anos de garantia.

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