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#Ensaio – Hyundai IONIQ Hybrid

Inicialmente previsto para este ensaio, o Hyundai IONIQ Eletric teve de ser à ultima hora alterado para o Hybrid e, a primeira imagem que ficou ao levantar a viatura no parque de imprensa foi a autonomia de 944 quilómetros.

Texto de Jorge Farromba

As alterações estéticas deste modelo face ao elétrico e ao Plug-in, além das óbvias, são ligeiras alterações estéticas para receber os cabos para carregamento e onde a palavra IONIC vai ser a nova marca exclusiva para os modelos elétricos da marca com as três motorizações elétricas diferentes: 100% elétrica, plug-in e híbrida.

Face ao modelo original existem alterações pontuais na sua estética de forma a conferir-lhe um up-to-date com o mercado e a concorrência. Uma das apostas da marca assenta não somente na tecnologia mas também na eficiência aerodinâmica e é aqui que a marca fez várias alterações no sentido de melhorar e minimizar a resistência ao ar.

A nova grelha dianteira surge com um padrão tridimensional e com um friso prateado no bordo inferior do para-choques, grupos óticos dianteiros e traseiros em LED com as luzes de circulação colocadas de forma não convencional ao lado das entradas de ar de cor antracite das cavas das rodas e concebidas para otimizar os fluxos de ar que passam sobre as rodas e nas partes laterais, para melhorar a aerodinâmica.

Na zona lateral este familiar apresenta ao nível da linha das embaladeiras um friso prateado que lhe confere um toque mais dinâmico.

No interior e, novamente face ao modelo anterior a qualidade dos materiais melhorou e foram realizadas várias alterações. O tablier mesmo com três peças diferentes – 2 de plásticos moles e uma de pele sintética (e não como peça única) estão bem construídos e com boa qualidade de montagem, sem gerar ruídos parasitas (e isso foi testado em piso de paralelepípedo em duas cidades).

Outrora o ecrã central (sensível ao toque) saliente do tablier, surge agora mais integrado no mesmo e com maiores dimensões – 10.25” – seguindo as tendências da Renault e Tesla com painéis de grande dimensão que concentram muita da informação. O volante de boa pega mantém-se e, o painel de instrumentos digital convence pela legibilidade e informação nele constante.

Bancos com bom suporte lateral e confortáveis (elétrico e com memória, o do condutor), aquecidos e arrefecidos, volante aquecido, caixa automática com patilhas no volante, sistema de som premium Infinity.

Muito espaço interior e uma bagageira familiar com espaço para muita mala de viagem.

EM ESTRADA

Assim que nos sentamos no IONIQ é fácil encontrar a posição de condução ideal e a intuitividade de todas as funcionalidades do automóvel. Normalmente liga em modo elétrico, com uma direção suficientemente pesada e precisa e com um nível de brecagem muito bom.

Com um motor 1.6 a gasolina de 105 CV e um motor elétrico gera uma potência combinada de 141 CV com uma transmissão de dupla embraiagem o que, de inicio me fez questionar o consumo que poderíamos ter. Mas já lá iremos.

Notei, novamente e face ao modelo anterior um maior conforto do mesmo, um melhor comportamento e precisão em estrada, na entrada em curva e uma melhor (bem melhor) motricidade do conjunto, principalmente em piso molhado e a curvar – fruto do binário disponível que algumas vezes gerava perdas de tração.

CONSUMOS, PREÇO E SEGURANÇA

Os consumos foram algo que me surpreenderam, pois o sistema tenta ao máximo utilizar o motor elétrico e a regeneração das baterias e, curiosamente as médias em cidade e estrada – 2ª circular em Lisboa, Zona envolvente da Costa da Caparica, Loures (a mais baixa velocidade) obtive médias de 4.2l (!!).

Já em estrada, com carro carregado e vários ocupantes a média subiu para 5,2l mesmo com a velocidade em autoestrada que também subiu para os valores legais. Muito, mesmo muito bom!

Realçar o sistema de cruise control inteligente ( que mantém a distância para o veículo da frente) e para o sistema que lê (e bem) a estrada e nos mantém na nossa faixa de rodagem.

Sem dúvida, elementos que incrementam sobremaneira a segurança e irão reduzir o numero de acidentes, principalmente por distração do condutor.

Mapa de quilómetros:

• 67kms+59kms+338kms (disponíveis: 394kms).

Depois desta leitura, o Hybrid foi conhecer a cidade de Manteigas (36kms a subir e descer) e posteriormente fez um trajeto (146kms) em plena Serra da Estrela onde saiu das Pousada de Juventude da Serra da Estrela nas Penhas da Saúde e rumou por paisagens deslumbrantes até ao topo da Serra e depois desceu até Seia e, daqui, subiu até às Penhas Douradas, Vale do Rossim (praia fluvial) e posteriormente para Manteigas (com visita à fábrica do burel) e retornou às Penhas da Saúde. E neste trajeto ostentava ainda 268 kms de autonomia. O que dizer mais do Hybrid?

Preço final: 43.000€

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