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Lisboa: Circulação volta ao normal nas laterais da Avenida da Liberdade

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou esta quinta-feira uma proposta do PSD para repor os sentidos de circulação dos corredores laterais da Avenida da Liberdade que contou com o apoio de todos os partidos exceto do PCP (absteve-se).

A proposta apresentada em reunião de câmara pela vereadora Teresa Leal Coelho defende que as alterações, feitas em 2012, “em nada beneficiaram a cidade, nem ao nível da qualidade do ar, nem no que diz respeito à diminuição do tráfego”, indica o jornal Público.

A medida lançada há oito anos alterou, além da circulação no Marquês de Pombal, a circulação nas laterais da avenida, sendo impossível percorrê-las sempre no mesmo sentido.

Segunda a proposta de Leal Coelho, estas mudanças “tiveram efeitos imediatos em toda a mobilidade da cidade de Lisboa, devido à importância desta zona enquanto pólo distribuidor dos fluxos de tráfego na cidade”.

O objectivo era diminuir o tráfego e assim reduzir a poluição. Mas, adianta o documento, “o facto de existir a obrigatoriedade de entrar no eixo central da avenida, por não haver continuidade de circulação entre secções, não só aumentou o congestionamento das faixas centrais, como não teve o efeito anunciado pela Câmara Municipal de Lisboa no que diz respeito à redução das emissões de gases poluentes, nomeadamente de dióxido de azoto”.

A vereadora cita diversos estudos que indicam que os valores-limite foram várias vezes ultrapassados, sendo muito elevados, o que a leva a concluir que um dos principais objetivos da mudança falhou.

Ainda segundo o Público, além da questão da poluição, o PSD salienta as perturbações que o novo esquema criou para moradores e comerciantes, sublinhando que a “medida desencadeou o desvio de tráfego para outras artérias da cidade, que não estavam – nem estão – preparadas para comportar os elevados fluxos sentidos sobretudo em hora de ponta, designadamente as ruas paralelas à Avenida da Liberdade, bem como o eixo da Avenida Almirante Reis e o da Rua da Escola Politécnica”.

Esta alteração já tinha sido abordada por Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que anunciou que a defendia. Quando foi apresentado, em janeiro, o plano que iria fechar parte da Baixa aos carros, um projeto entretanto adiado, estava previsto que na Avenida da Liberdade a circulação automóvel passaria a ser proibida na faixa central entre a Rua das Pretas e os Restauradores, onde a autarquia queria criar um novo Passeio Público.

Nesse troço, os automobilistas poderiam passar a usar as vias laterais da avenida, que voltarão a ter os sentidos de trânsito que tinham antes das mudanças operadas durante o executivo de António Costa, em 2012. Fernando Medina disse na altura que “é tempo de fazer essa correção”, sublinhando que os novos sentidos já só são defendidos pelo seu mentor, o então vereador da Mobilidade Fernando Nunes da Silva.

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