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Carros autónomos (de testes) da GM ficam sem condutores até final do ano

A General Motors anunciou na quinta-feira que vai retirar os motoristas de segurança da sua unidade de veículos autónomos em San Francisco até ao final do ano, permitindo que os carros circulem sem condutor.

Em comunicado, o administrador executivo da Cruise, a unidade de veículos autónomos da General Motors, revelou que obteve uma autorização por parte do Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia para que os carros viajem por conta própria.

Este anúncio surge após a Waymo, empresa do grupo Alphabet, dona da Google, ter divulgado, na semana passada, a abertura ao público do seu serviço autónomo de transporte de passageiros, em Phoenix, com veículos sem motoristas humanos.

A Waymo espera expandir o serviço para a Califórnia, onde já tem uma licença para funcionar sem motoristas humanos.

O porta-voz da Cruise, Ray Wert, explicou que aquela unidade está confiante em que já pode operar com segurança sem humanos nos carros.

Mas ainda não há data para o início do serviço de transporte de passageiros, que irá exigir novas permissões por parte do Governo, acrescentou.

A Cruise irá começar a lançar os veículos autónomos de bairro em bairro, em San Francisco, antes de se expandir por toda a cidade, disse ainda, explicando que organizará reuniões de bairro para responder às perguntas das pessoas.

“Entendemos que esta é uma corrida de confiança, ao mesmo tempo que é uma corrida de tecnologia”, lembrou Ray Wert.

Movimentos como Waymo e Cruise, considerados os lideres na tecnologia de veículos autónomos, são passos importantes na direção da massificação dos carros sem condutor humano.

Este progresso diminuiu significativamente após um veículo autónomo de teste da Uber ter atropelado uma pessoa no Arizona, em 2018.

Para Steven Shladover, um engenheiro de investigação da Universidade da Califórnia, que estudou a direção desta tecnologia nos próximos 40 anos, explicou que as mudanças são os próximos passos lógicos de ambas as empresas para uma progressão gradual.

“Não os vejo como passos revolucionários, mas parte desse progresso, passo a passo, para fazer com que a tecnologia seja capaz de funcionar numa ampla gama de condições”, apontou.

Quer a Cruise, quer a Waymo programam os seus veículos para conduzirem de forma mais conservadora do que os humanos, mas ainda necessitam de evoluir em questões de segurança, sublinhou Steven Shladover.

E lembrou que a Cruise irá enfrentar áreas mais fáceis em San Francisco num primeiro momento, antes de se aventurar em situações de tráfego mais complexas.

(com Lusa)

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