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#Ensaio – Honda CR-V Hybrid 2.0 i-MMD

A 5ª geração do CR-V mantém-se fiel às suas raízes e o novo modelo surge na sequência dos anteriores, sendo que agora o objetivo da marca passa pela ligação à tecnologia híbrida ou elétrica e o abandono de motorizações diesel. E este SUV a gasolina é disso um bom exemplo.

Texto de Jorge Farromba

Face ao modelo precedente este apresenta-se mais refinado, (ainda) com mais espaço interior e sobretudo mais apurado em aspetos como o requinte a bordo, a qualidade de construção, o conforto e o comportamento, onde as linhas dinâmicas foram desenvolvidas para melhorar a eficiência aerodinâmica.

Esteticamente próximo dos seus irmãos de gama na zona dianteira com a robusta grelha cromada, com os faróis agora mais horizontais e estilizados, num layout que apela a dinamismo e para o que contribui os para-choques encorpados.

Na zona lateral mudou muito pouco, mas o que se alterou na forma permitiu tornar esta zona dos automóveis – por vezes desinteressante – numa zona apelativa com algumas formas esculpidas na chapa onde sobressai na zona abaixo das portas um cromado que acompanha toda a lateral do CR-V.

Atrás, o desenho dos faróis traseiros da anterior versão desapareceu e hoje somos brindados com uma moldura ótica horizontal muito interessante e que transmite jovialidade ao conjunto.

O interior é um decalque do CIVIC, com um tablier robusto, bem construído e, em meu entender, sem grandes concessões estilísticas às formas que, muitas vezes, mesmo sendo bonitas, “envelhecem” mais rapidamente aos olhos do utilizador.

Senhor de uma boa ergonomia e usabilidade, encontramos materiais de bom nível, sensíveis ao toque, com um apontamento ao longo de todo o habitáculo tipo de madeira. Torna-se fácil encontrar uma posição de condução adequada e, entre bancos, pedais, volante e “alavanca da caixa” tudo encaixa no sítio certo, não sendo necessária aprendizagem ou qualquer contorcionismo para operar algo.

A maior parte dos comandos concentra-se no volante e no ecrã central de boa usabilidade e sobram alguns botões na consola central. Os botões da caixa automática (também aqui desaparece a haste no volante como nos Mercedes) e surgem abaixo do ecrã central e do sistema de ar condicionado.

Mas é altura de levar este SUV para o seu ambiente normal – a estrada. A Honda, com o seu modelo CIVIC embutiu nele um comportamento e uma direção de altíssimo nível – precisa e direta e, salvaguardadas as devidas distâncias, encontramos neste SUV algumas dessas tendências.

E, não podendo ser igual ao CIVIC por razões óbvias – até mesmo pelo seu peso, altura e perfil de jante – o certo é que o CR-V tem um comportamento em estrada de bom nível mas sobretudo nas entradas e saídas de curvas, sem um adornar excessivo que assuste quem o conduz ou a necessitar de várias correções no volante à entrada e saída das curvas, o que denota que a marca transportou para aqui muito do seu know-how.

Já o conforto e face ao anterior modelo tem um “pisar” mais refinado e permissivo, sem comprometer a eficácia do comportamento e estabilidade.

Falar de um SUV é também falar de consumos mais elevados – maior peso, menor eficiência aerodinâmica, maior largura e altura – e ainda por cima quando movido a gasolina. Mas o certo é que as médias que efetuei nunca subiram dos 7.2l (90% foram 7.1l), isto num motor 2.0 e isso deve-se também ao sistema inteligente (intelligent-multi mode drive – i-MMD) patente com o motor a gasolina e que alia dois motores elétricos.

Com este sistema a Honda consegue conciliar uma potência máxima de 184cv, três modos de condução – elétrica (até 2kms), hibrido (com o motor a gasolina, atuando como gerador elétrico) e a partir dos 80km/hora somente com o motor a gasolina a entrar em ação e, ao mesmo tempo a carregar as baterias, sendo que a média mais elevada foi obtida no modo de condução SPORT (possui também o ECO e o NORMAL).

A outra vantagem deste sistema é o sistema de tração que, com os dois motores elétricos consegue conciliar um sistema inteligente de tração total que varia entre os 80% na dianteira em situações normais até um sistema 40/60 (dianteira/traseira) em situações mais delicadas.

Em resumo, a Honda está de parabéns pelo caminho que está a traçar ao entrar na era da hibridização e eletrificação com soluções que lhe permitem manter o seu ADN na arte de bem saber construir automóveis.

Preco final entre 41.500€ e 54.000€
Viatura ensaiada: 46.900€ e, com via verde o CR-V é Classe I nas portagens.

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