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#Ensaio – Hyundai Tucson 1.6 CRDi 48V DCT N-LINE

O ano de 2020 trouxe-nos um novo Tucson. Mantendo a filosofia do anterior, trouxe consigo algumas alterações que importa perceber em ensaio para compreender como se comporta na estrada no nosso dia a dia.

Texto de Jorge Farromba

Moldado no túnel, afinado na estrada

A primeira menção vai para o lettering “N line” que nos eleva a adrenalina, pensando no i30N mas que, aqui surge, tal como noutras marcas, com pontuais “mexidas” e não como um verdadeiro “N”.

A saber, passou a incorporar jantes de maiores dimensões – de cor negra – alterações na suspensão com a incorporação de molas mais firmes, grupos óticos em full led, faróis de presença em formato boomerang, para-choques revisto (transmitindo maior desportividade e robustez), uma grelha tridimensional mais apelativa (e, com a tendência da BMW em surgir cada vez maior), duplo escape e vários plásticos pretos que cobrem as extremidades do Tucson que, nesta cor vermelha lhe criam um efeito desportivo mais apurado.

No interior bem construído e com muitos plásticos moles, as diferenças surgem ao nível dos bancos em pele e alcântara, desportivos, com bom apoio lateral, manete da caixa de velocidades com a simbologia N e em pele perfurada, pedais em alumínio e teto de abrir. Muito similar ao que a Audi, BMW e Mercedes oferecem com os seus kits.

Mas será que tudo isto importa?

Pois bem, exteriormente é fácil perceber que sim. O Tucson, sendo um SUV, posiciona-se para um mercado mais “desportivo”, mais dinâmico, onde esta imagem “cola” bem.

Pessoalmente, o efeito visual exterior cativa-me. No interior, o Tucson opta por um ambiente “vivo”, para o que contribuem vários elementos em vermelho (da cor da carroçaria), nos bancos e manete da caixa. A posição de condução é, obviamente, mais alta e concilia-se com o volante – igual ao de outros Hyundai – sendo que aqui seria até interessante colocar o volante do I30N.

Questão estilística à parte, encontramos uma boa posição de condução, uma caixa de velocidades automática de 7 velocidades (sem patilhas no volante) e a opção de dois modos de condução – Normal e Sport. O espaço interior é bom, tanto à frente como atrás (os bancos possuem dois modos de regulação das costas).

E em estrada?

O SUV, como qualquer automóvel deste segmento possui um centro de gravidade mais alto e as leis da física existem e fazem-se sentir. O que os engenheiros das marcas fazem é tentar atenuar este efeito.

No caso do Tucson e, relativamente à versão normal, nota-se uma maior rigidez e precisão do conjunto, principalmente em estradas sinuosas e uma maior acutilância no eixo dianteiro, sendo que o conforto, mesmo com jantes de maior dimensão não sai prejudicado.

Em resumo, em autoestrada o comportamento é muito eficaz; em estrada sinuosa também se mantém esse registo, sendo que obviamente temos de contar com uma transferência de massas em qualquer curva, sendo que numa utilização familiar, tal quase nem se faz sentir.

E para que serve o sistema híbrido?

Pois bem, este sistema está ali presente, para poupar algum combustível na utilização dos sistemas elétricos do Tucson e, para quando necessitamos de um extra de potência, principalmente em aceleração. Os 136 CV são suficientes para uma condução mais familiar mas temos ali um boost, sempre que necessário.

Os consumos que obtive foram superiores aos anunciados pela marca mas, mesmo assim, corretos face à concorrência.

Relativamente aos sistemas de segurança presentes no Tucson são os habituais da Hyundai (e de outras marcas), mas tal como sempre refiro nesta marca, de boa qualidade – sendo que o sistema que mantém o Tucson na faixa de rodagem é dos mais calibrados que conheço.

Preço final da unidade ensaiada: Preço com Campanha de Financiamento CETELEM Desde 37.950€ | PVP 43.950€

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