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#Ensaio – Honda Civic 1.5 I-VTEC Sport Plus

A Honda deu-nos a oportunidade de ensaiar a versão 1.0 do CIVIC e, posteriormente, o modelo com 1.500cm3 e 182 CV para, deste modo, compreendermos as diferenças entre dois modelos que possuem 126 CV e 182 CV, respetivamente.

Texto de Jorge Farromba

Primeiro que tudo importa analisar esteticamente o exterior deste 1.5 que, nesta versão SPORT PLUS, surge com vários apêndices aerodinâmicos que vincam ainda mais o seu visual desportivo mas também melhoram a eficácia de um modelo que sempre se destacou neste domínio, bem como, também num visual arrojado que se gosta ou não, mas que não é indiferente para ninguém.

Nesta versão o escape foi colocado em posição central e é duplo, torneado por apêndices aerodinâmicos que lhe permitem ainda um melhor comportamento do eixo traseiro.

Se visualmente a frente do Civic 1.0 já se destacava, nesta versão impõe-se! Um parachoques robusto, com personalidade e com uma moldura full-led. Atrás, segue pela mesma bitola com os grupos óticos a simbolizarem um C. Tal como na frente, o final do parachoques possui em negro, um apêndice aerodinâmico para uma melhor eficácia do modelo.

Como a estética é um assunto cada vez mais premente na escolha do automóvel – e estando as jantes em liga leve cinzentas fora de moda – surgem aqui pintadas a negro, combinando com as molduras dos espelhos retrovisores.

Já no interior a Honda não foi tão arrojada e surge mais consensual para agradar a todos os públicos. A primeira referência vai para o baixo centro de gravidade do conjunto, onde “descemos” muito para entrar – vamos mais perto do solo que noutras viaturas.

A posição de condução é excelente, a manete da caixa de velocidades é curta e está no local certo. A consola central exibe vários botões desde o ECO até à suspensão adaptativa (simbolizada por um amortecedor) que, melhora (!!) ainda mais o comportamento em curva – reduzindo ligeiramente o conforto.

E é tempo de nos fazermos à estrada, clicando no botão Start Stop. Totalmente distinto do 1.0, aqui, o motor faz-se ouvir mais – embora o escape não acompanhe como esperava este incremento de potência, muito provavelmente devido a questões de ruído.

A primeira impressão que fica é a extrema disponibilidade do motor – com perdas mínimas de tração, e onde se nota um (ainda) melhor comportamento, face ao 1.0. Também e relativamente a esse motor que rapidamente atingia o seu máximo, aqui o 1.5 mantém-se muito tempo disponível e a velocidade com que se atingem determinados patamares é muito rápida.

Tal como no 1.0, o comportamento em curva é fantástico. Rigoroso, preciso e à prova de correções, e onde os travões estão em consonância com a potência disponível. Em estradas nacionais não é fácil conseguir atingir os limites da viatura em curvas (normais e encadeadas). E esta precisão do eixo dianteiro “casa” com um eixo traseiro que não descola da estrada e onde a suspensão multibraços tem parte dessa responsabilidade.

Uma nota que nem sempre referimos nos ensaios vai para os pneus que equipam os modelos e que muitas vezes melhoram (ou não) o comportamento de uma viatura – o que é o caso.

A melhor comparação que podemos fazer deste 1.5 para o 1.0 é que o modelo mais potente dá-nos maior amplitude de desempenho. Um motor muito disponível e redondo que nos permite circular calmamente – 5ª e 6ª velocidade focam-se em baixar consumos – mas que, quando necessário, diz presente, para nos fazer aumentar – e muito – a adrenalina, dada a enorme disponibilidade deste motor.

Em termos de consumos consegue ser poupado, se o nosso pé direito e mão direita o pretenderem, ou então ser mais gastador (7,5l) se quisermos tirar partido do excelente chassis que possui.

Em termos de segurança o Honda, tal como o seu irmão menos potente trazia incorporado o Honda Sensing – uma série de detalhes de segurança bastante úteis nos dias atuais.

Por qual optaria? 1.0 ou 1.5? em termos de preço final são cerca de 4.000€ a mais. Ganho maior disponibilidade do motor, maior rapidez em atingir velocidades elevadas, um melhor comportamento com a suspensão adaptativa. Ambos nos conduzem ao destino. Um mais rapidamente que o outro e com mais adrenalina.

Preço final: 35.600€ onde só faltam os bancos em pele (7 anos de garantia)

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